Mobilização em Defesa de Direitos
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, iniciou o ano de 2026 enfrentando protestos de servidores públicos municipais. Na noite desta segunda-feira (05), agentes comunitários de saúde e de endemias se reuniram em frente ao Palácio da Resistência, sede da Prefeitura, para reivindicar o pagamento do IFA (Incentivo Financeiro Adicional). Esta é a segunda manifestação em menos de um mês, a primeira ocorreu em 22 de dezembro de 2025 e não trouxe resultados.
Com cartazes que criticavam a administração, os manifestantes chamaram Allyson de “caloteiro” e “sem palavra”. Em 2024, antes de ser reeleito, ele havia prometido o repasse do incentivo, mas desde então, os agentes têm sentido a falta de compromisso da administração, inclusive com o não atendimento a pedidos de audiência.
Os servidores expressam sua decepção com a postura do prefeito. “Não é uma atitude esperada de um gestor de uma cidade como Mossoró. O IFA é uma verba federal destinada à categoria; a única ação que ele deveria tomar seria o repasse. Contudo, a prefeitura permanece negligenciando essa questão e retendo os valores para outros propósitos”, afirmou Elizangela Sales, técnica em agente comunitária de saúde.
Gilberto Pedro, um dos agentes comunitários, revelou que, como parte das promessas de Allyson, uma comissão foi formada para elaborar um projeto de lei sobre o pagamento do IFA. No entanto, ele destacou a falta de diálogo e avanço desde que a minuta do projeto foi concluída. “Na última reunião com o então secretário municipal de saúde, professor Almir Mariano, em 20 de maio de 2025, o clima foi tenso e nem conseguimos tirar uma foto juntos. O que foi dito é que o recurso do IFA está sendo utilizado para pagar a própria folha de pagamento da categoria, o que significa que o IFA não será pago”, relatou Gilberto.
Além disso, Gilberto mencionou que a atual secretária municipal de Saúde, Morgana Dantas, assegurou o repasse em diversas ocasiões, tanto em encontros com os agentes, quanto em audiências públicas na Câmara de Mossoró e até em entrevistas na mídia local.
Os profissionais de saúde garantem que continuarão os protestos até que suas reivindicações sejam atendidas. “Não podemos aceitar que a gestão atual nos torne invisíveis. É inaceitável normalizar o caos na saúde do município e o desprezo dessa gestão em relação ao servidor efetivo”, criticou Gilberto, enfatizando a importância da luta por seus direitos.
O Diário do RN tentou entrar em contato com a Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de Mossoró em busca de um posicionamento sobre a situação, mas até o fechamento deste artigo, não houve retorno.
