Análise da Inadimplência no Agronegócio
Dados recentes da Serasa Experian, a principal datatech do Brasil, oferecem um panorama sobre a inadimplência no agronegócio durante o terceiro trimestre de 2025. A pesquisa indica que 8,3% da população rural estava inadimplente nesse período, representando um aumento de 0,9 ponto percentual em comparação ao mesmo trimestre de 2024. Quando analisamos a variação trimestral — do segundo para o terceiro trimestre de 2025 — a elevação foi de apenas 0,2 ponto percentual, sinalizando uma desaceleração no setor.
“A inadimplência avança de forma gradual. Apesar da estabilização em algumas áreas, muitos produtores ainda enfrentam margens apertadas e fluxo de caixa comprometido, devido aos custos elevados e à volatilidade de preços, além de um crédito mais seletivo,” explica Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian. “Esse cenário reforça a importância de uma gestão de risco baseada em dados, fundamental para um setor mais robusto”, completa.
Os dados evidenciam que os produtores rurais sem registro formal — como arrendatários e membros de grupos familiares — têm a maior taxa de inadimplência, alcançando 10,8%. Em seguida, estão os grandes proprietários com 9,6%, os médios com 8,1% e os pequenos com 7,8%. Essa segmentação mostra um quadro detalhado sobre como a inadimplência se distribui entre diferentes perfis de produtores.
