Evento reúne diversos segmentos para discutir futuro da aquicultura e pesca
A etapa estadual da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, realizada em 3 de junho em Natal (RN), mobilizou representantes da pesca artesanal, aquicultura, comunidades tradicionais, colônias de pescadores, pesquisadores, gestores públicos e entidades da sociedade civil. O encontro teve como foco principal o debate sobre o futuro do setor e a construção de propostas para o fortalecimento das políticas públicas relacionadas às águas brasileiras.
Promovida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) em parceria com o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (SAPE/RN), a conferência integrou o processo preparatório da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (4ª CNAP). O tema central do evento nacional será “Pesca e Aquicultura: de Política de Governo a Política de Estado”.
Desafios e prioridades do setor são amplamente debatidos
Durante as atividades, os participantes discutiram os principais desafios enfrentados pela pesca e aquicultura, entre eles o fortalecimento da pesca artesanal, a ampliação do acesso às políticas públicas, a valorização dos trabalhadores do setor, e o compromisso com a sustentabilidade ambiental. Também estiveram em pauta a assistência técnica, o desenvolvimento da produção aquícola e a comercialização do pescado.
A conferência se configurou como um importante espaço de diálogo entre o governo e a sociedade, possibilitando que diferentes segmentos apresentassem demandas, experiências e contribuições em prol da formulação de políticas públicas inclusivas e permanentes para o setor pesqueiro e aquícola.
Participação expressiva e representativa na conferência estadual
Ao todo, 258 participantes estavam inscritos, sendo 174 representantes da sociedade civil, 55 do poder público e 29 da academia. Entre os membros da sociedade civil, a pesca artesanal predominou, seguida da aquicultura e da pesca industrial. Já entre os representantes governamentais e acadêmicos, as áreas da pesca artesanal e aquicultura foram as mais destacadas, indicando a diversidade das perspectivas envolvidas na construção das propostas.
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As sugestões elaboradas durante os grupos de discussão e plenárias serão sistematizadas e encaminhadas para as próximas etapas da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca. Elas contribuirão para a formulação de diretrizes e ações que promovam o desenvolvimento sustentável da atividade pesqueira e aquícola em todo o país.
Representação do Rio Grande do Norte e importância estratégica do setor
Além da elaboração de propostas, a etapa estadual definiu os representantes do Rio Grande do Norte para a fase nacional da 4ª CNAP. Foram eleitos sete delegados e delegadas responsáveis por representar o estado nas etapas seguintes do processo.
O encontro também ressaltou a relevância estratégica da pesca e da aquicultura para o Rio Grande do Norte e o Brasil, destacando sua contribuição para a geração de renda, a segurança alimentar, a preservação dos modos de vida tradicionais e o desenvolvimento sustentável da região.
Agronegócio brasileiro amplia presença global com abertura de 13 novos mercados
Em paralelo ao avanço na aquicultura e pesca, o agronegócio brasileiro conquistou novos mercados internacionais para seus produtos agropecuários. Conforme anunciado pelos Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE), foram abertas 13 novas fronteiras comerciais após negociações sanitárias e fitossanitárias com parceiros estratégicos na América do Sul, América Central, África e União Econômica Eurasiática (UEE).
Os países que liberaram o acesso aos produtos brasileiros incluem Argentina, Bolívia, El Salvador, Equador, Etiópia, Guiana, Honduras, Nicarágua, Nigéria, Paraguai, República Dominicana, Venezuela e o bloco da União Econômica Eurasiática, formado por Rússia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Armênia. Essa expansão reforça a diversificação da pauta exportadora do Brasil.
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Produtos brasileiros ganham espaço em novos mercados estratégicos
Diversos produtos agropecuários foram contemplados nas novas autorizações, destacando-se o material genético bovino para El Salvador e Honduras, castanha de caju para a União Econômica Eurasiática, milho pipoca para Equador e República Dominicana, ovos férteis para Nigéria e couro bovino salgado para Bolívia. Também foram autorizadas exportações de mudas de cana-de-açúcar para Honduras, sementes de coco para Guiana, sementes de mamona para Paraguai, sementes de maracujá para Venezuela, sementes de pimenta habanero para Nicarágua, farinhas, gorduras animais e hemoderivados para alimentação animal destinados à Etiópia, e sêmen de pacu-caranha para Argentina.
A abertura do mercado da União Econômica Eurasiática, em especial para a castanha de caju, é relevante devido ao potencial comercial do bloco, que importou mais de US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários brasileiros no último ano. Atualmente, soja, carnes e café estão entre os principais produtos exportados para essa região.
Expansão comercial fortalece competitividade do agronegócio brasileiro
Com as recentes autorizações, o agronegócio brasileiro atingiu 639 aberturas de mercado em 97 destinos internacionais desde o início de 2023. Esse resultado é fruto da colaboração entre o Mapa e o Itamaraty para ampliar a presença dos produtos nacionais no comércio global.
Espera-se que produtores e exportadores dos segmentos beneficiados iniciem suas operações nos novos mercados nos próximos meses, o que deve ampliar receitas, fortalecer a competitividade do setor e consolidar o Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de alimentos, insumos e genética animal.
