Carlos Eduardo Alves Surge como Potencial Candidato
O ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra, está intensificando suas articulações políticas para fortalecer sua posição na capital e na Região Metropolitana de Natal. Nesse contexto, o nome de Carlos Eduardo Alves, ex-prefeito de Natal e recém-filiado ao União Brasil, aparece como uma peça-chave para a composição da chapa. Ele é cogitado como um possível candidato ao Senado, integrando a chapa que já conta com a senadora Zenaide Maia, que busca a reeleição. Embora as negociações ainda estejam em fase inicial, as lideranças do grupo estão promovendo esforços para aumentar a capilaridade eleitoral e a competitividade, especialmente em Natal, que é o principal colégio eleitoral do estado.
Uma apuração realizada pelo Diário do RN revela que, após sua filiação ao União Brasil, o nome de Carlos Eduardo ganhou força internamente, sendo visto como um ativo que pode equilibrar a chapa do ponto de vista geográfico e eleitoral. Fontes indicam que um levantamento recente, que circula entre aliados, mostra que o ex-prefeito tem uma boa aceitação entre os eleitores de Natal, o que o posiciona como uma das principais opções na capital. O sentimento predominante é de que Carlos Eduardo preserva sua influência política na Grande Natal, além de sua habilidade para alavancar a chapa e aumentar suas chances eleitorais.
Movimentações nos Bastidores
Nos bastidores, membros do grupo político também comentam que a possível entrada de Carlos Eduardo na disputa pode servir a um objetivo duplo: fortalecer o palanque na capital e ampliar o diálogo com diversos segmentos políticos, incluindo aqueles fora do tradicional eixo de apoio. Nesse sentido, a montagem da chapa deve buscar um equilíbrio entre candidatos que possuam densidade eleitoral em diferentes regiões do estado.
Carlos Eduardo é frequentemente mencionado nas conversas lideradas por figuras como José Agripino Maia e Allyson Bezerra, que estão comprometidos em construir uma chapa competitiva para as eleições de 2026. Apesar do crescente interesse em sua candidatura, fontes consultadas pela reportagem afirmam que ainda não há uma definição consolidada, e as negociações seguem em andamento, exigindo um alinhamento entre os diversos atores envolvidos.
Possibilidade de Flávio Rocha
Paralelamente ao avanço das tratativas envolvendo Carlos Eduardo, o União Brasil continua a considerar outras opções para a disputa ao Senado. Entre os nomes cogitados está Flávio Rocha, empresário atualmente vinculado ao Partido Novo. Ele já manifestou, em declarações anteriores ao Diário do RN, sua disposição para participar da disputa, o que amplia as alternativas disponíveis e mantém o cenário eleitoral dinâmico dentro do grupo.
Analistas políticos destacam que a escolha do candidato ao Senado será crucial para a formação final da chapa, especialmente em função da necessidade de reunir perfis complementares e alcançar uma maior abrangência eleitoral em diversas regiões do estado. Nesse contexto, tanto Carlos Eduardo quanto Flávio Rocha representam abordagens diferentes para a composição da chapa.
Reedição da Disputa entre Carlos e Rafael
Se as candidaturas de Carlos Eduardo Alves e Rafael Motta (PDT) ao Senado se concretizarem, a disputa de 2026 poderá reviver o embate de 2022. Naquela eleição, ambos lutaram pelos votos dentro do mesmo campo político, o que contribuiu para a fragmentação da esquerda e permitiu a vitória de Rogério Marinho (PL), que recebeu 708.351 votos, correspondendo a 41,85% dos votos válidos.
A corrida ao Senado, em 2022, foi caracterizada por uma acirrada competitividade, onde Carlos Eduardo teve uma vantagem consolidada, obtendo 33,40% dos votos válidos, totalizando 565.235 votos, enquanto Rafael Motta ficou com 22,76%, somando 385.275 votos. Essa divisão do eleitorado é vista pelos analistas como um fator que impactou diretamente o resultado final da eleição.
No atual cenário, a possibilidade de um reencontro entre Carlos Eduardo e Rafael Motta reacende o debate sobre a estratégia eleitoral e o alinhamento político necessário. Dependendo da configuração das candidaturas, o risco de uma nova dispersão dos votos se torna um tema central nas discussões, especialmente em um ambiente repleto de múltiplas forças disputando espaço na política potiguar.
