Transferência de Paciente Suspeita de Mpox para Hospital de Referência
Uma jovem de 19 anos, que apresenta suspeita de infecção por mpox, foi transferida na noite de terça-feira (24) para o Hospital Rafael Fernandes, localizado em Mossoró. Esta unidade é reconhecida como referência no tratamento de doenças infectocontagiosas. A paciente, que se encontra isolada, apresenta um quadro de saúde estável, segundo informações do hospital.
A jovem estava internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel desde o dia 20 de fevereiro. A confirmação da transferência foi feita pela equipe do hospital. Até a manhã desta quarta-feira (25), nenhum caso da doença havia sido confirmado no estado do Rio Grande do Norte. O exame que determinará a confirmação ou exclusão da doença para a jovem foi solicitado e deve retornar até o fim de semana.
A mpox, conhecida por causar febre e lesões cutâneas que evoluem para bolhas e feridas, é transmitida principalmente por contato direto com as lesões ou com objetos contaminados.
Detalhes do Caso Suspeito e Possíveis Contaminações
Conforme informações da Secretaria Municipal de Saúde, a jovem deu entrada na UPA após apresentar sintomas virais e lesões na pele, levando a equipe médica a suspeitar de infecção por mpox. A coordenadora de enfermagem da UPA, Aline Ticyanne de Souza, relatou que a paciente retornou recentemente de uma viagem a João Pessoa com os sintomas. Apesar da suspeita de mpox, outras doenças ainda não foram descartadas.
Aline explicou: ‘Na verdade, a gente não descartou nenhuma’. A profissional ressaltou que, considerando o aumento de casos na Bahia e a viagem da jovem, é possível que ela tenha tido contato com alguém infectado. ‘Como é muito parecido tanto a herpes zoster quanto a mpox, então, chegou-se a essa conclusão. Não vamos desconsiderar também que possa ser outra patologia’, completou.
Entendendo a Mpox e Seus Sintomas
De acordo com informações do Ministério da Saúde, a mpox é uma infecção viral que apresenta sinais como lesões na pele, aumento dos linfonodos, febre, dor de cabeça, dor no corpo, calafrios e fraqueza. A transmissão da doença acontece, principalmente, por meio do contato direto com as lesões de pele, fluidos corporais e objetos contaminados.
O tratamento da mpox é focado em oferecer suporte clínico para aliviar os sintomas e prevenir complicações. Até o momento, não existe um medicamento específico para o tratamento da doença. O Ministério da Saúde continua a monitorar a situação e a orientar as unidades de saúde em todo o país sobre os procedimentos adequados.
Os profissionais de saúde estão alerta e recomendam que qualquer pessoa com sintomas semelhantes busque atendimento médico imediatamente para avaliação e monitoramento. O caso da jovem reforça a importância de estar atento a possíveis sinais de infecção e de seguir as orientações das autoridades sanitárias.
