Avanços Significativos para o Agronegócio Brasileiro
No dia 24 de fevereiro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concluiu uma visita de três dias à Seul, capital da Coreia do Sul. Este encontro, que teve um foco especial nas relações comerciais, resultou na assinatura de 10 acordos de cooperação entre Brasil e Coreia do Sul. No entanto, o verdadeiro destaque dessa missão diplomática foi a intensificação das relações no setor do agronegócio, um pilar essencial para a economia brasileira.
Entre os principais objetivos da viagem, estava a abertura do mercado sul-coreano para a carne bovina brasileira. Até então, o Brasil enfrentava um impasse de 17 anos, sem acordo sanitário que permitisse a exportação de carne in natura. Como parte das negociações, ficou determinado que uma equipe de auditores da Coreia do Sul visitará o Brasil no terceiro trimestre deste ano, com a finalidade de avançar na liberação das exportações de carne.
Os representantes do governo brasileiro, embora não tenham recebido uma data precisa para a obtenção do atestado sanitário, acreditam que esse foi o melhor resultado possível em uma visita tão breve. O processo de liberação de carne envolve critérios técnicos complexos e a necessidade de vistorias em frigoríficos, o que torna a situação ainda mais delicada.
Expansão das Exportações de Carne Suína e Novas Oportunidades
Além de liberar a exportação da carne bovina, o governo brasileiro também conseguiu expandir a autorização para o envio de carne suína, que anteriormente era permitido apenas para o estado de Santa Catarina. Agora, todos os estados do Brasil que são reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH) como livres de febre aftosa e gripe suína clássica estão aptos a pleitear ao governo sul-coreano a liberação das exportações.
Outro avanço significativo foi a abertura do mercado para ovos produzidos no Brasil. A Coreia do Sul também decidiu reduzir as barreiras comerciais para a importação de mangas brasileiras. Anteriormente, essas frutas eram taxadas em 30% ao entrar no país asiático, mas após negociações, foi estabelecida uma cota de 18.500 toneladas com uma alíquota reduzida para 5%. Além disso, um plano para realizar uma auditoria que avaliará a possibilidade de abertura do mercado para uvas brasileiras também foi acordado entre os países.
Expectativas para o Acordo Mercosul-Coreia do Sul
Outro ponto positivo para o agronegócio brasileiro na visita de Lula foi a disposição de ambos os países em avançar nas negociações do acordo Mercosul-Coreia do Sul. As conversações sobre este tema estavam paralisadas desde 2021. Lula expressou esperança de que, “se tudo der certo”, o tratado possa ser finalizado ainda em 2026, o que representaria um avanço significativo nas relações comerciais entre a América do Sul e a Ásia.
Com essas medidas, a visita do presidente Lula à Coreia do Sul não apenas reforçou laços diplomáticos, mas também abriu novas portas para o agronegócio brasileiro, que busca cada vez mais espaços no mercado internacional. A expectativa é que essas novas parcerias possam trazer benefícios significativos para os produtores e exportadores do Brasil, ampliando a presença nacional em um mercado promissor.
