Exigências de Esclarecimento Sobre a Saúde Pública
O secretário da Fazenda do estado e pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), fez declarações contundentes nesse início de semana. Ele expressou sua indignação ao comentar a investigação da Polícia Federal envolvendo o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), que ocorreu há uma semana. Durante uma entrevista concedida à 98 FM, Cadu revelou que sentiria vergonha se estivesse sob investigação, como o atual prefeito, e destacou a urgência de que Allyson forneça explicações à população sobre as acusações de cobrança de 15% em uma compra de medicamentos, tema central da Operação Mederi.
“Estamos tratando de saúde pública, e cerca de cento e trinta mil reais estão em jogo. É uma questão extremamente séria que demanda uma apuração rigorosa. O prefeito deve esclarecer não só ao povo, mas a si mesmo, por que essas irregularidades aconteceram. A saúde e os recursos públicos são prioridades que não podem ser negligenciadas”, avaliou.
Experiência e Ética na Gestão Pública
Cadu Xavier sublinhou sua trajetória como servidor público e auditor fiscal, onde já acumula duas décadas de experiência. Ele enfatizou que, ao longo de sua carreira, nunca enfrentou processos legais. “Tenho orgulho de estar há sete anos à frente das finanças do Estado sem jamais ter sido alvo de investigações. Para mim, ter a polícia na porta da minha casa seria motivo de grande constrangimento, algo que, felizmente, não tive que vivenciar até agora”, afirmou.
O pré-candidato também comentou sobre a importância de respeitar investigações oficiais. Segundo ele, as ações da Polícia Federal são resultado de longas apurações realizadas por órgãos de controle, como a Controladoria-Geral da União (CGU), e são autorizadas pelo Poder Judiciário. “É comum ouvirmos alegações de perseguição política, mas essas investigações têm respaldo judicial. Claro que todos têm o direito à ampla defesa”, acrescentou Cadu.
Críticas à Falta de Transparência de Allyson Bezerra
Em um tom crítico, Cadu Xavier chamou atenção para a falta de respostas por parte de Allyson em relação a um caso específico: a discrepância na compra de medicamentos que totalizou R$ 400 mil, sendo que apenas R$ 130 mil chegaram à população. “Não se trata de uma questão banal. As alegações de perseguição política que o pré-candidato tem feito não podem encobrir a suspeita de desvio de recursos públicos em uma compra que não foi totalmente entregue”, concluiu.
