Celebrações de 426 Anos de Natal
Nesta quinta-feira (25), Natal, a capital do Rio Grande do Norte, celebra seus 426 anos de história. Com uma população estimada em 784.249 habitantes, segundo o IBGE, Natal se destaca como o município mais populoso do estado, representando quase um quarto da população potiguar, que totaliza cerca de 3.455.236 pessoas. Essa significativa demografia coloca a cidade na 18ª posição entre as capitais brasileiras.
O nome Natal foi escolhido em referência à data religiosa que celebra o nascimento de Jesus, marcando a fundação da cidade em 1599. Situada entre as belezas do mar e do Rio Potengi, Natal é uma das cidades mais procuradas do Brasil quando o assunto é turismo, sendo esta uma das suas principais atividades econômicas.
A História de Natal
A história de Natal remonta ao período de tentativas espanholas de expulsar os franceses do litoral brasileiro, que ocorreu durante a União das Coroas Ibéricas (1580 – 1640). O rei da Espanha, Felipe II, ordenou a construção de uma fortaleza para proteger a Barra do Rio Grande, como era chamado o território na época, e a fundação de uma nova cidade a uma légua da fortificação.
A Espanha tinha um forte interesse em expulsar os franceses, considerados inimigos, especialmente com Portugal sob domínio espanhol. Depois da expulsão dos franceses da Paraíba, o foco voltou-se para o Rio Grande do Norte.
Em 6 de janeiro de 1598, foi inaugurada a Fortaleza dos Santos Reis, atualmente conhecida como Fortaleza dos Reis Magos, em homenagem ao Dia de Reis, que marca o fim do ciclo natalino. Quase dois anos depois, em 25 de dezembro de 1599, a cidade foi oficialmente fundada, com a missa de Natal servindo como ocasião para celebrar este marco. Apesar da tradição, não há registros documentais que comprovem a escolha exata da data.
Os registros históricos também apontam para um debate entre historiadores sobre quem efetivamente fundou Natal, com três nomes frequentemente mencionados: Mascarenhas Homem, Jerônimo de Albuquerque e João Rodrigues Colaço. No início, a cidade limitava-se a alguns poucos quilômetros de extensão, começando nas proximidades da atual Praça das Mães e se estendendo até a Praça da Santa Cruz da Bica, ambas na Cidade Alta. Para demarcar o início e o fim da cidade, foram colocadas duas cruzes, embora as originais tenham sido perdidas ao longo do tempo. Atualmente, uma cruz simbólica ainda pode ser vista na Praça da Santa Cruz da Bica, testemunhando um pouco dessa rica história.
