Rio Grande do Norte foca no mercado europeu durante a WTM London
O Rio Grande do Norte marca presença na World Travel Market (WTM) London 2026 até esta quinta-feira (5), com o propósito de fortalecer sua atuação no mercado europeu e captar novas oportunidades para o turismo internacional. A participação é coordenada pela Secretaria de Estado do Turismo e pela Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur), no estande da Embratur.
Entre as prioridades do estado, estão o estreitamento de relações com operadoras, companhias aéreas e profissionais do setor turístico, além da busca por alternativas para facilitar o acesso de visitantes estrangeiros aos destinos potiguares. Essa movimentação integra o planejamento para 2027, com foco nas tendências dos mercados emissores e na viabilização de novas conexões aéreas.
Artesanato potiguar destaca cultura local na feira
Além das negociações comerciais, o Rio Grande do Norte aposta na promoção cultural para atrair a atenção dos participantes da WTM London. No Palco Brasil, espaço destinado à divulgação dos destinos brasileiros, o estado apresenta o artesanato feito com garrafinhas de areia colorida, uma tradição regional que cria uma ponte entre a cultura local e a promoção turística.
Raoni Fernandes, presidente da Emprotur, ressalta que a feira é uma oportunidade valiosa para manter o estado conectado com os principais profissionais do mercado europeu. “Essa é uma das principais feiras do mercado europeu, onde as maiores marcas do turismo mundial estão presentes, e o Rio Grande do Norte não podia ficar de fora”, destaca.
Ao escolher o artesanato como elemento de apresentação, o objetivo é ampliar a percepção do público sobre o estado, mostrando que o Rio Grande do Norte vai além dos seus atrativos naturais.
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Conectividade aérea é peça-chave para o crescimento do turismo
A participação na WTM coincide com o momento em que o estado avalia seu desempenho internacional e define estratégias para os próximos anos. Conforme Raoni Fernandes, o Rio Grande do Norte registrou crescimento em nove dos seus dez principais mercados internacionais, sem detalhar os percentuais ou o volume de visitantes.
“Nós crescemos em 9 dos 10 principais mercados internacionais e fomos protagonistas do crescimento no Brasil em 2025 e 2026. Agora é o momento de planejar 2027: entender tendências, analisar o mercado aéreo e garantir que o estado continue crescendo nos próximos anos”, afirma.
A facilidade de acesso por voos internacionais é fundamental para destinos que dependem do turismo estrangeiro. A presença em Londres permite manter contato direto com as empresas responsáveis pela distribuição de produtos turísticos no mercado europeu, embora não tenha sido divulgada a assinatura de acordos ou confirmação de novas rotas durante a feira.
Estratégia turística para 2027 inclui participação em eventos internacionais
A WTM London reúne destinos, operadoras, redes hoteleiras, companhias aéreas e empresas que atuam em diversos segmentos do turismo. Para o Rio Grande do Norte, o evento representa uma oportunidade de apresentar sua oferta turística e acompanhar as demandas dos mercados internacionais que já mantêm relações comerciais com o Brasil.
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Ao atuar em conjunto com a Embratur, o estado potiguar se posiciona ao lado de outras unidades da federação em um dos eventos mais importantes do calendário turístico global.
Com o encerramento do evento nesta quinta-feira, os resultados comerciais dependerão do andamento das negociações e dos contatos realizados durante a programação, que podem refletir diretamente no desempenho do turismo local em 2027.
Conectividade aérea e dados de mercado são essenciais para o futuro
A presença do Rio Grande do Norte na WTM London é crucial para manter o destino nas conversas com o mercado europeu, mas o avanço efetivo no turismo internacional depende também da oferta de voos e condições de acesso. A promoção internacional desperta interesse, mas converter esse interesse em viagens exige estrutura adequada e parcerias comerciais sólidas.
O crescimento em nove dos dez principais mercados internacionais é um sinal positivo, ainda que a falta de dados detalhados limite a análise do impacto real. Para o setor, conhecer quais países apresentaram maior crescimento, os volumes de visitantes e as perspectivas de novas operações aéreas é fundamental para identificar oportunidades concretas de negócios em 2027.
