PL define estratégia para o segundo turno no Rio Grande do Norte
O Partido Liberal (PL) do Rio Grande do Norte se reúne hoje em Brasília para decidir sua posição no segundo turno das eleições estaduais. A articulação é crucial diante da campanha acirrada entre os candidatos Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu (PT), que conta com o apoio do presidente Lula (PT).
Álvaro Dias, candidato a governador pelo PL no primeiro turno, obteve 530.580 votos, equivalente a 26,71% dos votos válidos. Apesar do desempenho expressivo, Álvaro defende a neutralidade do partido nesta etapa da disputa. Ele justificou sua posição criticando a gestão de Allyson Bezerra em Mossoró, destacando problemas como a destruição do estádio Nogueirão e a falta de moradia para 300 famílias na comunidade Belo Monte.
“Não concordo com a candidatura de Allyson. Na minha avaliação, foi um péssimo gestor em Mossoró”, afirmou Álvaro. Ele também descartou a possibilidade de apoiar Cadu, candidato do PT, devido às diferenças ideológicas entre os partidos. “Não tem como apoiar Cadu de Lula porque temos ideias diametralmente opostas”, explicou.
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Resistências internas e disputa pelo apoio do PL
Além de Álvaro Dias, o presidente estadual do PL e líder do bolsonarismo no Rio Grande do Norte, senador Rogério Marinho, demonstra resistência ao apoio a Allyson. O rompimento político entre os dois data de 2024, quando um acordo para indicação do vice-prefeito na gestão de Allyson foi desconsiderado pelo PL. Rogério chegou a qualificar Allyson como um político “sem palavras” e “sem confiança”.
Por sua vez, Allyson excluiu o nome de Rogério Marinho da principal obra de sua administração, o Complexo Viário de Mossoró, construída com recursos obtidos pelo senador durante sua passagem como ministro do Desenvolvimento na gestão do ex-presidente Bolsonaro (PL).
Internamente, o PL também condena a atuação de Allyson junto ao MDB para cassar o mandato do vereador Cabo Deyvison, principal nome do PL em Mossoró. O mandato de Deyvison foi cassado recentemente pelo Tribunal Regional Eleitoral. O vereador, que conquistou mais de 100 mil votos para deputado federal, e o senador Styvenson Valentim (Podemos), reeleito com mais de 1 milhão de votos, já declararam que não irão apoiar Allyson.
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Próximos passos e impacto político
O encontro marcado para hoje no gabinete do senador Rogério Marinho deve reunir nomes importantes do PL, como o prefeito de Natal, Paulinho Freire, o senador Styvenson Valentim, o ex-candidato a vice-governador Babá Pereira e o ex-candidato a senador Coronel Hélio. A decisão tomada influenciará diretamente o cenário político no Rio Grande do Norte, especialmente a disputa entre Cadu, que tem o suporte do presidente Lula (PT), e o grupo ligado ao ex-presidente Bolsonaro (PL).
O desfecho pode consolidar alianças ou ampliar as divisões dentro do PL, impactando a estratégia eleitoral e o equilíbrio de forças no estado. A definição do partido será determinante para o rumo do segundo turno, com consequências administrativas e políticas que repercutirão no próximo ciclo eleitoral.
