Festival de dança Contemporânea Agita a Cidade
A Semana de Dança Contemporânea de Mossoró, promovida pelo Banco do Nordeste Cultural, traz um rico calendário de atividades que exaltam a arte da dança. De hoje até o próximo domingo, dia 26, o festival acontece em dois locais icônicos: o Espaço Cultural Teatro de Quintal, situado no Alto de São Manoel, e a sala de dança da Faculdade de Educação Física (Faef) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern). Com um enfoque especial nas companhias locais, o evento promove tanto espetáculos quanto oficinas, tudo gratuito e acessível ao público.
O coletivo Núcleo de Colaboração e Criação Artística (Nuca) assume a coordenação do festival, que já é tradição na cidade. Desde sua fundação, há seis anos, o Nuca tem se destacado na produção e circulação de trabalhos ligados às artes do corpo. O apoio do Banco do Nordeste Cultural em Mossoró e da Uern é fundamental para a realização deste evento que se propõe a ser um espaço de encontro e troca de experiências entre artistas e o público.
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Programação Diversificada
A programação do festival começa nesta sexta-feira, 24, com apresentações que prometem encantar. A partir das 19h, o Grupo de Dança Universitário de Mossoró, conhecido como Grudum, apresenta “Ponto de Encontro”. Essa performance investiga a intersecção de trajetórias individuais, criando um campo comum onde corpos se encontram e se transformam em um território dinâmico, repleto de nuances e interações.
Em seguida, a destacada artista Ana Cláudia Viana sobe ao palco com seu espetáculo “Pelo Pescoço”. Esta obra cênica provoca uma reflexão profunda sobre a construção do discurso feminino, abordando temas sensíveis como silêncios e amarras que limitam a expressão do corpo e da fala. O espetáculo traz à tona questões contemporâneas, especialmente em um contexto marcado por tragédias como os feminicídios ocorridos no estado.
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No sábado, a programação continua às 19h com “Através das Memórias”, da Schumara Cia de Dança. Este espetáculo, que conta com a interpretação de sete bailarinos, explora temas como memória e luto, transformando experiências de perda em uma criação coletiva. Homenageando Karlo Schneider, que faleceu durante a pandemia, a performance busca um reencontro simbólico através das recordações, utilizando a dança como uma forma de resistência e expressão.
Também no sábado, às 20h, o coreógrafo natalense Alexandre Américo apresenta “Papangú”. Descrita como uma peça de “corpo-bomba”, esta coreografia é um convite a experimentar o desejo de mudança e transformação, com movimentos que dialogam com o próprio ato de existir.
Encerramento do Festival com Chave de Ouro
No último dia de festivais, domingo, o Nuca se apresenta com “Retorno ao MA”, um espetáculo que integra a cena potiguar, valorizando a pesquisa em dança contemporânea e a colaboração entre artistas. Para fechar a semana de atividades, a UNA Cia de Dança apresenta “Riso pro meu peito”, uma performance que celebra as raízes nordestinas, unindo dança contemporânea com elementos da cultura popular.
Além das apresentações noturnas, as manhãs do festival serão preenchidas com oficinas abertas ao público, sujeitas a limitação de vagas de acordo com a capacidade dos espaços. Para detalhes sobre a programação completa, incluindo informações sobre espetáculos e oficinas, os interessados podem acompanhar as atualizações no perfil do Instagram @bancodonordesteculturalmossoro. Não perca a oportunidade de celebrar a dança e a cultura!
