Allyson Bezerra e Álvaro Dias em Conflito Político
O clima político no Rio Grande do Norte está aquecido com as trocas de farpas entre os pré-candidatos ao governo, Allyson Bezerra (União) e Álvaro Dias (PL). Em uma entrevista recente à Cena TV, de Macaíba, Allyson não economizou palavras ao classificar Álvaro como “incompetente” e “irresponsável”, referindo-se à inauguração de um hospital, que, segundo ele, nunca funcionou. “Ele deveria ter vergonha de se dizer médico após entregar um hospital que não atende a população”, afirmou Bezerra, em uma referência direta ao Hospital Municipal de Natal.
Allyson destacou que, apesar da cerimônia de entrega em dezembro de 2024, a unidade permanece em obras sem qualquer atendimento prestado até o presente momento. “Esse hospital nunca atendeu um único paciente, nem mesmo para exames simples como sangue ou urina”, criticou. Para o ex-prefeito de Mossoró, a ação de Álvaro representa uma tentativa de enganar os cidadãos, ao querer mostrar uma obra incompleta. “Ele apenas quis entregar uma obra inacabada para ver se ludibriava o cidadão”, declarou.
Reação de Álvaro Dias e Comparações de Gestão
A troca de farpas se intensificou após Álvaro Dias criticar o Hospital Municipal Francisca Conceição da Silva, inaugurado por Allyson em janeiro deste ano. Em declarações à rádio 95 FM, Álvaro referiu-se à unidade de saúde de Mossoró como uma “estrutura adaptada”, questionando sua capacidade de atendimento. “Não se pode chamar de hospital uma unidade que foi apenas adaptada”, disse ele, reforçando a diferença entre as duas administrações.
Allyson não deixou por menos e também atacou a gestão fiscal de Álvaro, alegando que ele deixou a cidade de Natal com uma avaliação negativa na Secretaria do Tesouro Nacional (STN). “Álvaro mostrou que é um péssimo gestor e o Rio Grande do Norte não pode correr o risco de ter um novo governo incompetente financeiramente”, enfatizou.
Experiência Administrativa de Allyson e Propostas para o Futuro
O ex-prefeito aproveitou a oportunidade para contrastar sua gestão em Mossoró com a atual situação da capital. Ao assumir a prefeitura, segundo ele, se deparou com uma série de problemas financeiros, incluindo dívidas e salários atrasados. “Quando assumi, a prefeitura devia o 13º e tinha cinco meses de salários atrasados. Agora, temos R$ 226 milhões em caixa, tudo em dia”, afirmou, demonstrando confiança em sua administração.
Allyson também trouxe à tona a fragilidade fiscal do estado, que possui nota C no Índice de Capacidade de Pagamento (Capag) da STN e um saldo negativo de cerca de R$ 3 bilhões. Ele fez questão de ressaltar a necessidade de uma reestruturação no setor da saúde, citando a sobrecarga do Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, como um exemplo claro do colapso. “O Walfredo Gurgel não consegue suportar a demanda atual”, alertou, sugerindo a regionalização do atendimento para melhorar o acesso de pacientes de cidades distantes da capital.
Planos e Visão para o Rio Grande do Norte
Durante a entrevista, Allyson delineou suas propostas de governo, enfatizando que não pretende aumentar impostos e que seu foco é em uma gestão fiscal responsável, igual à que implementou em Mossoró. Ele acredita que o Rio Grande do Norte pode crescer e se desenvolver através de parcerias público-privadas e atratividade de investimentos privados. “O Governo do Estado, infelizmente, é um governo que afasta a iniciativa privada”, afirmou, destacando a importância de um ambiente de negócios favorável.
Allyson demonstrou otimismo ao afirmar que o estado tem potencial para prosperar. “O Rio Grande do Norte tem jeito sim”, declarou, promovendo um modelo de gestão que seja mais dinâmico e próximo da população. Ao finalizar, reafirmou sua intenção de oferecer um governo que faça história no estado. “Nós vamos fazer o maior e melhor governo que o Rio Grande do Norte já conheceu”, garantiu.
