Decisão do Governo e Seus Impactos
A cinco meses do início da campanha eleitoral, o presidente Lula (PT) implementou a isenção das alíquotas de PIS e Cofins sobre combustíveis, uma medida que foi anunciada no dia 12 de março. Essa ação remete à estratégia adotada em 2022 pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), que também cortou impostos sobre diesel e gás de cozinha em um momento próximo às eleições.
Em março de 2022, o governo Bolsonaro justificou sua decisão devido ao aumento no preço do petróleo no mercado internacional, que foi exacerbado pela guerra na Ucrânia. Agora, a administração Lula alega que a isenção é uma resposta ao aumento recente dos preços provocado por conflitos entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Essa nova abordagem do governo Lula chama atenção, já que, no passado, o próprio PT criticou a decisão de Bolsonaro, considerando-a uma ação meramente eleitoral. O senador Humberto Costa destacou, na época, que a diminuição de tributos era “um jogo de cena” para o período eleitoral, lembrando que a medida tinha validade até dezembro de 2022.
Assim como em 2022, as alíquotas foram zeradas até dezembro. Essa decisão vem em um contexto de pesquisas eleitorais que mostram riscos para a reeleição de Lula, além de seguir a recomendação do sociólogo Alberto Almeida, que sugeriu ao governo a adoção de ações de forte apelo popular, similar à estratégia utilizada por Bolsonaro.
