Levantamento aponta críticas à economia brasileira
Uma nova pesquisa realizada pelo Ipsos-Ipec, divulgada nesta terça-feira (10), revelou que 42% dos brasileiros acreditam que a situação econômica do país piorou nos últimos seis meses. Segundo os dados, 30% dos entrevistados consideram que a economia se manteve estável e 25% acreditam que houve uma melhora no período analisado. Essa percepção negativa supera a positiva em 17 pontos percentuais. O estudo mostra um aumento na avaliação crítica em relação à pesquisa anterior, realizada em dezembro, indicando um descontentamento crescente entre a população quanto à atual conjuntura econômica.
A pesquisa também destaca o impacto das diferenças sociais na avaliação da economia. Aqueles que votaram em Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, os mais abastados e as pessoas com ensino superior são os que mais frequentemente mencionam a piora da economia. Em contraponto, eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva, moradores do Nordeste, pessoas com renda mais baixa e indivíduos com 60 anos ou mais tendem a ver a situação de forma mais otimista.
O levantamento foi realizado com uma amostra de 2 mil pessoas entre os dias 5 e 9 de março, abrangendo 131 municípios brasileiros. A pesquisa possui um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Além disso, a pesquisa revela que 51% dos brasileiros desaprovam a forma como Lula está conduzindo a presidência, enquanto 43% expressam aprovação em relação ao governo atual.
Disputas eleitorais e a opinião pública
Em um cenário político conturbado, a pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (11), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está tecnicamente empatado com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em possíveis disputas de segundo turno nas próximas eleições. No embate contra Flávio Bolsonaro, Lula acumula 47,4% das intenções de voto, enquanto o senador registra 45,3%. Os votos nulos ou brancos somam 4,1% e 3,2% não souberam ou não responderam.
Em um eventual confronto com Tarcísio, Lula teria 46,4% dos votos, enquanto o governador paulista teria 44,8%. Apesar de ser considerado um forte candidato, Tarcísio manifestou a intenção de buscar a reeleição em São Paulo. Os votos nulos ou brancos nesta simulação ficam em 5,5%, com a indecisão de 3,3% dos entrevistados.
Metodologia da pesquisa
A pesquisa foi realizada com 1.500 eleitores entre os dias 6 e 10 de março por meio de entrevistas diretas. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, enquanto o nível de confiança permanece em 95%. Este estudo foi devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00386/2026.
Crítica à atuação do presidente Lula
No cenário diplomático, o presidente Lula tem enfrentado críticas pela sua decisão de não comparecer à cerimônia de posse do presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, na quarta-feira (11). Para Lula, o convite feito a Flávio Bolsonaro, seu adversário político, revela uma falta de diplomacia por parte do novo presidente chileno. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro manifestou sua desconsideração pela decisão de Lula, afirmando que o presidente brasileiro não respeita quem pensa diferente. A ausência de Lula, segundo apurações, está mais ligada à sua agenda política interna e tentativas de avançar negociações no Congresso Nacional.
Por fim, integrantes do Partido dos Trabalhadores expressaram a intenção de pressionar Lula a criar um Ministério da Segurança Pública, em resposta ao avanço de uma proposta no Congresso. A proposta é vista como uma promessa de campanha do presidente em 2022 e poderia reforçar ações concretas em uma área considerada prioritária pela população.
