Pesquisa aponta vantagem de Tarcísio sobre Haddad
Uma recente pesquisa do Datafolha mostra que o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, demonstra potencial para conquistar a reeleição em primeiro turno. A pesquisa, realizada a sete meses das eleições, indica que Tarcísio iguala a soma dos adversários no principal cenário analisado. Além de Haddad, completam o quadro Paulo Serra (PSDB), ex-prefeito de Santo André, e o deputado federal Kim Kataguiri (Missão), ambos com 5% das intenções de voto, além do cientista político Luiz Felipe D’Ávila (Novo), que aparece com 3%. Há 1% de eleitores indecisos e 11% afirmam que votariam em branco ou nulo. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
A possibilidade de uma vitória sem a necessidade de segundo turno seria um golpe para o ex-presidente Lula, que espera contar com o apoio do maior colégio eleitoral do país em sua estratégia para derrotar Flávio Bolsonaro (PL), senador do Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado de Tarcísio. Nos bastidores, líderes do PT demonstram preferência por Haddad, em função de sua experiência anterior no estado e seu papel nas questões econômicas.
Desempenho nas regiões e demografia eleitoral
A pesquisa revela um cenário em que a diferença entre Tarcísio e Haddad é mais acirrada na capital paulista em comparação ao interior do estado, seguindo uma tendência observada em eleições anteriores. No interior, Tarcísio possui uma vantagem de 19 pontos percentuais, obtendo 47% das intenções de voto, enquanto Haddad alcança 28%. Na capital, a diferença é menor, com Tarcísio liderando com 40% contra 34% de Haddad. O governador também se destaca entre os eleitores homens, o segmento evangélico e a população mais idosa.
Quanto à gestão de Tarcísio, a pesquisa do Datafolha revela que 64% dos paulistas a consideram positiva, enquanto 30% a desaprovam. Em uma avaliação mais detalhada, 45% dos entrevistados classifica o governo como ótimo ou bom, 31% como regular e 20% como ruim ou péssimo. Em relação à rejeição, Tarcísio possui 24% de eleitores que afirmam que não votariam nele de forma alguma, enquanto Haddad tem uma rejeição um pouco maior, com 38%. Ambos os candidatos têm níveis semelhantes de reconhecimento, com 47% e 51% dos eleitores afirmando conhecer Tarcísio e Haddad, respectivamente.
Cenários alternativos e a disputa pela reeleição
A pesquisa também explorou outros cenários, incluindo a substituição de Haddad pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que já governou o estado quatro vezes. Nesse caso, Tarcísio lideraria com 46%, enquanto Alckmin ficaria com 26%. O ex-governador indicou que, em 2026, seu objetivo é repetir a chapa presidencial com Lula.
Simone Tebet (MDB), ministra do Planejamento, obteve 19% das intenções de voto no lugar de Haddad em uma disputa com Tarcísio, que conquistaria 49% neste cenário. A senadora, defensora de pautas de gênero, é considerada uma estratégia pelos aliados de Lula para reduzir a rejeição. O ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), também foi mencionado na pesquisa, mas apenas em um cenário com Haddad, onde obteve 5% das intenções de voto, enquanto Haddad e Tarcísio somaram 28% e 44%, respectivamente.
A rejeição dos candidatos varia, sendo Alckmin o menos rejeitado com 29%, seguido por Tebet (27%) e França (20%). Kataguiri, Serra e D’Ávila apresentam percentuais de rejeição de 25%, 19% e 18%, respectivamente. Por outro lado, 3% dos eleitores votariam em qualquer candidato, enquanto outros 3% rejeitam todos os candidatos e 3% não opinaram.
Expectativas para o segundo turno
Em simulações para um possível segundo turno, Tarcísio aparece como o favorito contra todos os adversários. O cenário mais apertado seria contra Alckmin, com 50% a 39%. Tarcísio venceria Haddad com 52% a 37%; contra Simone Tebet, 58% a 28%; e frente a França, 60% a 22%. O percentual de eleitores que pretendem votar em branco ou nulo varia entre 10% e 12%, dependendo do cenário, enquanto até 2% não souberam ou preferiram não opinar.
A disputa está se intensificando, especialmente após um período de incertezas sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro no cenário político. O governador Tarcísio está cada vez mais inclinado a buscar sua reeleição, enquanto seu principal competidor, Fernando Haddad, mostra-se relutante em concorrer novamente, mas mantém conversas com Lula e poderá aceitar o desafio.
