Inovações Tecnológicas no Corpo de Fuzileiros Navais
No dia 4 de outubro, o Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil anunciou, no Rio de Janeiro, as mais recentes inovações tecnológicas que integram seu arsenal, com o objetivo de fortalecer a defesa nacional. Uma das principais adições é o Esquadrão de Drones Táticos de Esclarecimento e Ataque, que conta com diversos modelos de aeronaves remotamente pilotadas (ARP) equipadas com sensores eletro-ópticos, infravermelhos e térmicos. Esses drones têm uma dupla função: além de monitorar alvos estratégicos, são capazes de localizar pessoas em situações de desastre. Alguns desses modelos têm a versatilidade de transportar projéteis para realizar ataques direcionados a alvos menores.
Novas Aquisições e Capacitação de Militares
Outra aquisição significativa é o drone de asa fixa, popularmente conhecido como “kamikaze”, que pode ser lançado com cargas explosivas para neutralizar alvos de maior porte. O almirante Carlos Chagas, comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais, destacou que a formação desse novo esquadrão mantém o Brasil alinhado com os avanços tecnológicos das forças armadas em todo o mundo, especialmente em um cenário internacional marcado por conflitos recentes. Ele ainda anunciou a inauguração de uma nova escola destinada à capacitação de militares na pilotagem e operação de drones, prevista para o final de março.
Importância da Proteção da Costa Brasileira
O almirante ressaltou a importância da Marinha em proteger um dos ativos estratégicos mais relevantes do Brasil. “O país conta com uma costa de 7,5 mil quilômetros que abriga uma vasta riqueza. A maior parte da população vive no litoral, de onde provém 95% do nosso petróleo. Além disso, 97% das nossas exportações são escoadas via marítima”, afirmou. Ele também mencionou que a maioria das comunicações do Brasil é garantida por cabos submarinos, e não por satélites, um fato que muitos desconhecem.
Resposta em Desastres Naturais e Novas Embarcações
Além das inovações em drones, a força militar também incorporou novos veículos blindados de desembarque litorâneo, projetados e fabricados no Brasil. Essas embarcações, que atingem velocidades de até 74 km/h e transportam 13 militares, são equipadas com metralhadoras, radares e câmeras térmicas. Apesar de sua robustez, elas são compactas, facilitando o desembarque em regiões com infraestrutura precária e podendo ser transportadas por via aérea.
O almirante Carlos Chagas enfatizou que as novas tecnologias também ampliam a prontidão dos Fuzileiros Navais em situações de desastres naturais, uma missão que se torna cada vez mais frequente para a corporação. “A logística militar e a logística de resposta a desastres apresentam muitas similaridades. A necessidade de uma mobilização em larga escala torna essa convergência logística extremamente relevante”, explicou.
Equipamentos com Uso Dual
Parte do novo equipamento foi adquirida para fins de defesa, mas também é aplicável em situações de emergência. Como exemplo, o almirante citou os carros anfíbios, que podem atuar em áreas alagadas para resgatar pessoas e transportar suprimentos. A corporação também apresentou novos sistemas de armamento, incluindo o Míssil Antinavio Nacional de Superfície, que possui um alcance de até 70 km e pode atingir velocidades de 1.000 km/h. Sua capacidade de voo próximo à superfície visa dificultar a detecção por radares inimigos.
Outro míssil de fabricação nacional, embora com um alcance mais curto de até 3 quilômetros, se destaca pela precisão guiada a laser, tornando-se eficaz contra embarcações e helicópteros, além de ser capaz de atravessar até 80 centímetros de blindagem. Com essas inovações, o Corpo de Fuzileiros Navais reforça sua posição como uma força militar moderna e preparada para enfrentar os desafios contemporâneos.
