Liberdade Condicionada ao Prefeito e Primeira Dama
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) concedeu liberdade ao prefeito de Ielmo Marinho-RN, Fernando Batista Damasceno, conhecido como Fernando do Canto da Moça, e à sua esposa, a primeira dama Adriana Leocádio Silva Damasceno. A decisão ocorreu na tarde desta quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, após o casal ser detido em flagrante por obstrução de justiça no início daquela manhã, durante uma operação que visava cumprir mandados de busca e apreensão em sua residência.
A obstrução de justiça é apenas uma das várias acusações que pesam sobre o prefeito. O caso ganhou contornos mais sérios quando as autoridades relataram que Fernando lançou seu celular e uma quantia em torno de R$ 60 mil pela janela de sua casa ao perceber a chegada da polícia e dos promotores de justiça. Essa ação foi interpretada como uma tentativa de dificultar a investigação, resultando na prisão do casal.
Após a audiência de custódia realizada na capital potiguar, amigos e familiares se reuniram em frente ao tribunal para receber Fernando e Adriana com abraços e apoio. Apesar de estarem livres, os dois ainda enfrentam investigações mais complexas, que envolvem, entre outras coisas, a suposta liderança de uma organização criminosa, a qual teria sido criada pelo prefeito para intimidar opositores políticos.
Implicações das Investigações em Ielmo Marinho
As operações realizadas na manhã de quarta-feira, 28, promoveram buscas que, segundo as autoridades, fortalecem as evidências contra Fernando do Canto da Moça e sua esposa. O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e a Polícia Civil aguardam que essas movimentações resultem em um processo que contemple todas as acusações que cercam o gestor municipal.
Os desembargadores que analisaram o caso impuseram condições à liberdade do casal. Fernando terá que comparecer mensalmente ao Tribunal de Justiça para justificar suas atividades, além de estar proibido de destruir ou alienar qualquer bem, documento ou valor que possua em casa. Durante a noite, o prefeito deve se recolher em sua residência e, caso decida mudar de endereço, deverá notificar previamente a Justiça.
Apesar do movimento judicial, os promotores e delegados que estão à frente do caso ainda não estipularam prazos para a conclusão das investigações. A situação do prefeito e de sua esposa continua em aberto, trazendo incertezas para a administração municipal e para a população de Ielmo Marinho.
