Desemprego em Queda: O Caso do Rio Grande do Norte
No encerramento do ano de 2025, o Rio Grande do Norte alcançou um marco histórico: registrou a menor taxa anual de desocupação desde o início da série histórica do IBGE, em 2012, com um índice de apenas 8,1%. Essa informação foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (20), trazendo um alívio e esperança para a economia local.
De acordo com a Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, este resultado se destaca em um cenário em que 20 estados brasileiros também apresentaram as menores taxas de desemprego já registradas. No Brasil, no quarto trimestre de 2025, a taxa de desocupação foi de 5,1%, uma redução significativa em comparação ao trimestre anterior, que foi de 5,6%, além de uma queda de 1,1 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024, que contabilizou 6,2%. No acumulado do ano, a taxa nacional também apresentou uma melhora, caindo de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, consolidando-se como a menor desde 2012.
Relembrando, em 2012, ano em que a série do IBGE teve início, a taxa de desemprego no Rio Grande do Norte era de 10,8%. Este índice chegou ao seu pico em 2020, durante a pandemia de Covid-19, quando alcançou 16,3%. No ano anterior, 2024, a taxa já havia apresentado uma melhora, caindo para 8,7%.
Em contrapartida, os estados que apresentaram as maiores taxas de desocupação em 2025 foram Piauí (9,3%), Bahia e Pernambuco (ambos com 8,7%), além de Amazonas, que ficou em 8,4%. Os melhores índices foram registrados por Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%).
Hugo Fonseca, secretário adjunto da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação do RN (Sedec), comentou sobre essa diminuição gradual das taxas de desocupação, que começou a ser notada a partir de 2022, logo após os impactos da pandemia. Ele destaca que os saltos mais significativos ocorreram a partir de 2023, quando a taxa estava em 10,9%, atingindo o mínimo histórico em 2025. Segundo Fonseca, esse progresso se deve em grande parte às políticas de incentivo implementadas pelos governos estadual e federal.
Entre as iniciativas da gestão estadual, destaca-se o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do RN, mais conhecido como PROEDI. Desde sua criação, entre 2019 e 2025, o Proedi promoveu o crescimento da atividade industrial ao conceder um regime diferenciado de ICMS, resultando em uma expansão de 89% na indústria local. Além disso, cerca de 43 novas empresas passaram a integrar o programa anualmente.
“É fundamental reconhecer que essas conquistas são fruto de um trabalho coletivo, que envolve sensibilidade política, tanto em nível estadual quanto federal, em conjunto com a colaboração de empreendedores e investidores. O governo tem se esforçado para criar um ambiente de negócios seguro, abarcando aspectos jurídicos, fiscais e ambientais. Essa é uma determinação da governadora, que busca dialogar com todos os setores para traçar os melhores caminhos para o desenvolvimento e a geração de oportunidades. O resultado é evidente: é um trabalho de todos”, afirmou Hugo Fonseca.
Os dados divulgados pelo IBGE, além de evidenciar os resultados positivos para o Rio Grande do Norte, também corroboram com outros indicadores, como a geração de empregos formais, conforme os números do Caged, que revelou a criação de 15.870 novos postos de trabalho formais no estado em 2025. Assim, o panorama econômico do Rio Grande do Norte se mostra cada vez mais promissor, refletindo o esforço conjunto em busca do desenvolvimento.
