Status do Caso de Suspeita de Monkeypox
A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou que o exame realizado em uma mulher de 19 anos, internada no Hospital Rafael Fernandes, em Mossoró, descartou a suspeita de monkeypox, também conhecida como Mpox. A informação foi divulgada na tarde desta quarta-feira (25) e recebida pela reportagem do JORNAL DE FATO, após ser inicialmente noticiada pelo TCM Notícia.
A paciente havia dado entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel no dia 20 de fevereiro, apresentando um quadro clínico que estava sob investigação para a doença. Apesar da boa notícia sobre o resultado negativo, não há previsão de alta hospitalar para a jovem, que permanece em estado estável.
Compreendendo a Mpox
A Mpox é uma infecção viral causada pelo mpox vírus (MPXV), pertencente ao gênero Orthopoxvirus e à família Poxviridae. Classificada como uma doença zoonótica, a infecção pode ser transmitida entre humanos, sendo o diagnóstico confirmado por meio de testes laboratoriais, como teste molecular ou sequenciamento genético.
A transmissão da Mpox ocorre principalmente pelo contato direto entre pessoas, através da pele e secreções, além da exposição próxima e prolongada a gotículas respiratórias. As erupções cutâneas, lesões na pele e fluidos corporais de um indivíduo infectado são fontes de contágio. Vale destacar que úlceras ou feridas na boca também podem ser infectantes, possibilitando a transmissão do vírus pela saliva.
Formas de Transmissão e Precauções
A infecção por Mpox também pode acontecer através do contato com objetos recentemente contaminados, como roupas, toalhas e utensílios de cozinha que tenham entrado em contato com uma pessoa doente. A transmissão por gotículas geralmente requer um contato próximo e prolongado, o que eleva o risco para trabalhadores da saúde, familiares e parceiros íntimos.
Para garantir a segurança e a saúde pública, todos os pacientes com suspeita de Mpox devem passar por testes para diagnóstico laboratorial. Essas amostras, preferencialmente, são coletadas das secreções das lesões. Se as lesões já estiverem secas, o material enviado para análise consiste nas crostas das lesões. Todas as amostras coletadas estão sendo encaminhadas para laboratórios de referência em todo o Brasil.
