Retorno ao Presídio e Segurança Aumentada
Cleidivar Alves de Oliveira, um dos envolvidos na rebelião que resultou em cinco mortes no Acre, foi reintegrado ao Presídio de Segurança Máxima Antônio Amaro Alves, localizado em Rio Branco, no último domingo (21). Essa transferência foi determinada pela Justiça Federal após sua permanência na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde esteve desde setembro de 2023.
Segundo informações do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), a operação de retorno de Cleidivar foi realizada com um esquema rigoroso de segurança e total sigilo. O Iapen assegurou que os protocolos de segurança da unidade de alta periculosidade seriam mantidos, visando a integridade não apenas dos detentos, mas também dos servidores e do sistema prisional como um todo.
A Rebelião e Suas Consequências
O tumulto que levou à sua transferência aconteceu no dia 26 de julho de 2023 e culminou em uma série de eventos caóticos que deixaram cinco detentos mortos. Cleidivar foi identificado como um dos principais articuladores dessa rebelião, que, de acordo com as investigações, foi planejada com antecedência para promover a facção criminosa, facilitar uma fuga e eliminar líderes rivais. Em total, 14 presos tiveram suas transferências solicitadas após a rebelião, com o intuito de conter a liderança criminosa.
Apartir das declarações do Ministério Público, Cleidivar teve uma participação ativa durante a rebelião, sendo um dos responsáveis pela execução do plano que resultou na tomada de controle de partes do presídio. O motim começou por volta das 11 horas, quando detentos renderam agentes penais, tomando acesso a armamentos que facilitariam suas ações.
Investigação e Medidas de Segurança
Após o tumulto, o governo do Acre implementou medidas de contenção, solicitando a transferência dos envolvidos para que fossem isolados e suas lideranças enfraquecidas. Essa operação foi realizada em setembro de 2023, coordenada pelas forças de segurança, com o objetivo de evitar novas rebeliões.
As investigações, que estão em andamento, dividiram-se em várias frentes. Uma delas analisa possíveis falhas estruturais e operacionais do Estado que possam ter contribuído para a ocorrência da rebelião. Além disso, um inquérito civil, instaurado pelo MP-AC, busca determinar as responsabilidades do Estado em relação a eventuais omissões e descuidos nas condições de segurança no sistema prisional.
Contexto da Rebelião
As evidências apontam que a rebelião foi precedida por uma série de transferências estratégicas de presos para o pavilhão 1 do presídio, além de ações que envolviam o serrar das portas das celas, preparando o terreno para uma tentativa de fuga. Imagens de câmeras de segurança do local mostraram o início da rebelião, quando os detentos, após renderem agentes, se lançaram em uma tentativa de fuga, colocando em risco a vida dos funcionários e de outros presos.
O delegado Roberth Alencar esclareceu que a rebelião foi uma sequência metódica de ações planejadas, incluindo coação de outros detentos para que mudassem de facção sob ameaça. O objetivo era claro: eliminar líderes rivais e expandir a influência da facção dentro do sistema prisional.
Assim, a situação continua sob vigilância, com as autoridades penitenciárias buscando garantir a ordem e segurança nas unidades prisionais do Acre, enquanto investigações adicionais buscam elucidar todas as circunstâncias envolvidas na rebelião e suas repercussões no sistema de justiça.
