Petrobras no topo do ranking global de margem de lucro
A Petrobras registrou, no primeiro semestre de 2026, a maior margem de lucro entre as principais petroleiras do mundo, superando concorrentes como Saudi Aramco, ExxonMobil e Chevron. O dado foi divulgado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reúne sindicatos com mais de 105 mil trabalhadores da indústria petrolífera. A pesquisa é coordenada pelo economista Cloviomar Cararine, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), ligado ao movimento sindical.
Entendendo a margem de lucro e seu impacto prático
Enquanto o lucro líquido representa o montante que sobra após o pagamento de custos, despesas e impostos, a margem de lucro indica a proporção da receita que efetivamente se converte em lucro. Por exemplo, uma margem líquida de 15% significa que a cada R$ 100 em vendas, R$ 15 retornam como lucro para a empresa.
No caso da Petrobras, a margem de lucro no primeiro semestre de 2026 foi de 29,15%, um recorde para a estatal brasileira, que teve lucro líquido de R$ 85,1 bilhões. Em comparação, Saudi Aramco alcançou 25,48%, Chevron 18,01% e ExxonMobil 16,33% no mesmo período.
Ranking das principais petroleiras por margem de lucro
De acordo com o Dieese, a ordem das maiores margens no semestre é a seguinte:
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Petrobras: 29,15%
Saudi Aramco: 25,48%
Chevron: 18,01%
ExxonMobil: 16,33%
BP (Reino Unido): 14,83%
Equinor (Noruega): 12,84%
Shell (anglo-holandesa): 9,94%
TotalEnergies (França): 9,44%
Desde 2020, Saudi Aramco liderava essa lista, com a Petrobras como vice-líder, exceto em 2024, quando essa posição mudou. O levantamento considerou dados oficiais das empresas, excluindo companhias chinesas como Sinopec e PetroChina.
Lucros em dólar e posição da Petrobras
Além da margem, o estudo também comparou o lucro líquido em dólar. A Petrobras figura como a terceira maior em lucro, com US$ 16,6 bilhões no primeiro semestre de 2026, atrás de Saudi Aramco (US$ 65,4 bilhões) e ExxonMobil (US$ 18,7 bilhões). A Shell aparece em seguida, com US$ 15,5 bilhões.
Outras petroleiras no ranking incluem Chevron (US$ 14,3 bilhões), TotalEnergies (US$ 11,8 bilhões), BP (US$ 9,5 bilhões), Equinor (US$ 7,9 bilhões) e ConocoPhillips (EUA) com US$ 6,1 bilhões.
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Fonte: belembelem.com.br
Fatores que impulsionam a eficiência da Petrobras
Para Cloviomar Cararine, o desempenho recorde da Petrobras resulta da sua grande eficiência operacional. O crescimento da produção, o aumento dos preços internacionais do petróleo — influenciado pelo conflito no Oriente Médio — e a redução de custos contribuíram para os resultados. Além disso, a Petrobras se beneficia por ser uma empresa integrada, que produz e refina o petróleo, ampliando sua capacidade de enfrentar crises em comparação às concorrentes.
No segundo trimestre de 2026, a estatal alcançou a maior produção histórica de petróleo e gás natural, com 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia. Cerca de 30% desse volume foi exportado, totalizando 996 mil barris diários.
A Petrobras também registrou um recorde no Fator de Utilização (FUT) das refinarias, atingindo 101,2%. Esse indicador mostra o quanto as refinarias estão sendo utilizadas, e um FUT acima de 100% indica operação acima da capacidade nominal, refletindo maior eficiência e aproveitamento.
