Mudanças na Estrutura Ministerial
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a nomeação de Olavo Noleto para o cargo de ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI). Esta escolha representa uma mudança significativa na cúpula do governo federal, especialmente em um momento de articulação política para as eleições de 2026. A informação foi divulgada por Teo Cury no programa CNN Novo Dia.
Noleto, que já atuou como secretário executivo e foi o número 2 de Alexandre Padilha na SRI, assumirá a posição anteriormente ocupada por Gleisi Hoffmann. Ela deixa o cargo para se candidatar ao Senado Federal, o que exemplifica a movimentação dos atuais ministros em busca de novas oportunidades políticas.
Reorganização Ministerial
Esta alteração é parte de uma reestruturação ministerial mais ampla que o governo Lula deverá enfrentar nos próximos meses. De acordo com fontes, aproximadamente 20 ministros do atual governo estão se preparando para deixar seus postos com o intuito de garantir candidaturas na Câmara dos Deputados, no Senado Federal ou até mesmo na disputa por governos estaduais nas próximas eleições.
Experiência de Olavo Noleto
Olavo Noleto traz consigo uma vasta bagagem de experiência em cargos públicos, tendo exercido funções relevantes em administrações anteriores, especialmente durante o governo de Dilma Rousseff. Entre seus papéis passados, destaca-se sua atuação como presidente do Conselho de Administração do Instituto Benjamin Constant (IBC), além de ser secretário de Assuntos Federativos da Presidência e secretário executivo da Secretaria de Comunicação Social (SECOM).
Durante a gestão Dilma, Noleto também serviu como ministro interino da SECOM entre 2015 e 2016. Sua trajetória inclui atividades na comunicação social da prefeitura de Maricá e na Casa Civil de Aparecida de Goiânia. No momento, ele ocupa o cargo de secretário executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social e Sustentável, conhecido como “Conselhão”, que foi reativado no terceiro mandato de Lula.
Essa nova fase no governo Lula, com a entrada de Noleto na articulação política, pode indicar um reposicionamento estratégico em vista dos desafios que se aproximam, como a necessidade de fortalecer o apoio nas bases em um cenário eleitoral competitivo.
