Irregularidades em Postos de Combustíveis em Natal Levantam Sinais de Alerta
No início de abril de 2026, um levantamento realizado pelo Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande do Norte (Ipem-RN) apontou uma alarmante taxa de reprovação de 98% das bombas de combustíveis na capital. Essa fiscalização foi parte de uma ação mais ampla que visou garantir a segurança e a conformidade das operações de abastecimento em Natal.
Entre os dias 10 e 12 de março, foi realizada a operação nacional “Tô de Olho no Abastecimento Seguro”, em colaboração com órgãos como o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Nesse período, foram inspecionados 239 bicos de abastecimento em Natal, e o resultado foi preocupante: 236 deles apresentaram irregularidades, resultando em um índice de reprovação de 98,74%.
As falhas mais frequentes destacadas pelo Ipem-RN estão relacionadas ao mau estado de conservação dos equipamentos e a problemas nas instalações elétricas dos postos. Embora tenham sido observadas essas irregularidades, o órgão destacou que não foram encontradas fraudes eletrônicas durante as vistorias.
Além da fiscalização em Natal, entre os dias 26 e 30 de março, uma nova operação foi realizada em colaboração com o Procon-RN, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Civil do Rio Grande do Norte. Essa ação incluiu uma vistoria em Mossoró e Natal. Em Mossoró, foram verificados 132 bicos, dos quais 29 estavam irregulares, resultando em uma taxa de reprovação de 21,97%. Na capital, dos 32 equipamentos fiscalizados, 10 apresentaram problemas, resultando em um índice de reprovação de 31,25%.
Dentre as irregularidades encontradas, as mais críticas incluem vazamentos de combustível, erros de medição acima do permitido, falhas em dispositivos de segurança e, em alguns casos, vazão de diesel abaixo do padrão estabelecido, o que pode impactar diretamente o consumidor. Em situações mais graves, a interdição imediata dos equipamentos foi necessária.
Ao longo de março, o Ipem-RN autuou 94 estabelecimentos, e os responsáveis terão um prazo de até 15 dias para apresentar defesa. As penalidades podem ser severas, com multas que podem alcançar até R$ 1,5 milhão, dependendo da gravidade da infração e do porte da empresa envolvida.
