Celebrando a Cultura em Sapé
Nesta quinta-feira (30), o diretor executivo da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), Marcus Alves, marcou presença na inauguração do Ponto de Cultura do Coletivo Mulheres de Augusto, no município de Sapé. O evento, que foi parte das celebrações em homenagem aos 142 anos do poeta Augusto dos Anjos, também incluiu a entrega de uma fornalha destinada à fabricação de cerâmica, uma atividade que se entrelaça com o legado cultural da região, todo o esforço é apoiado pelo programa Cultura Viva do Ministério da Cultura (MinC).
Durante a cerimônia, Alves expressou a importância do trabalho conjunto com a cidade de Sapé, que se estende por cerca de dois anos. “Temos um diálogo contínuo com o município, trocando experiências e colaborando na formação de um público e em políticas culturais locais. Esta semana, tive a honra de ser convidado para participar da Semana de Augusto dos Anjos, que culminou, nesta quinta-feira, com a inauguração desta importante sede”, comentou o diretor.
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Alves também ressaltou que o projeto do Coletivo Mulheres de Augusto é um reconhecimento da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). “É fundamental para a Funjope e a Prefeitura de João Pessoa estabelecer este contato com outros gestores. Em nossa cidade, temos 82 pontos de cultura, e meu acompanhamento se estende não só a João Pessoa, mas a todo o estado do nosso Fórum Nacional de Secretários e Gestores de Cultura das Capitais e Municípios Associados, que também presido”, afirmou.
Integração e Apoio Cultural
A importância desse evento foi enfatizada por Ana Almeida, gerente de Fomento à Cultura de Sapé. “A presença de Marcus Alves foi uma honra para nós. Ele participou, na quarta-feira (29), de um encontro com escritores que discutiram a obra de Augusto dos Anjos e José Lins do Rego. Hoje, ficamos muito felizes com sua visita, onde ele pôde conhecer de perto o trabalho do nosso coletivo”, destacou.
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Almeida explicou que, com o incentivo do programa Cultura Viva, as oito mulheres que formam o Coletivo Mulheres de Augusto conseguiram construir o Ponto de Cultura nas terras da Usina Santa Helena, local de nascimento de Augusto dos Anjos. Esse espaço abriga a fornalha fabricada pelo artista plástico Romualdo Batista, além de ser um local que retoma suas atividades após uma pausa durante a pandemia, existindo já há 10 anos.
“Encerramos hoje as comemorações do aniversário de Augusto dos Anjos, fazendo isso com um evento que foi um verdadeiro fechamento com chave de ouro. O trabalho que elas realizam com argila é significativo, e todos os produtos criados estão profundamente conectados com o universo do poeta. Esse reconhecimento tem sido vital para a autoestima delas e, para nós, é algo grandioso”, completou a gerente.
Produção Cultural e Sustentabilidade
Entre as produções do Coletivo estão itens tombados como um memorial, poesias, réplicas do piso da casa onde o poeta viveu, além de representações da fauna local e casinhas dos moradores da usina. O Ponto de Cultura Mulheres de Augusto também promove a fabricação de um licor de tamarindo e a realização de trabalhos em crochê, bordados em panos de prato e chaveiros, sempre com a temática inspirada na obra de Augusto dos Anjos.
Este projeto não só promove a cultura local, mas também fortalece a identidade da comunidade, unindo tradição e inovação ao oferecer uma plataforma para as mulheres expressarem sua arte e contribuir para a preservação da memória cultural da região. Com a colaboração de diversas iniciativas, espera-se que o Ponto de Cultura Mulheres de Augusto continue a florescer e a inspirar futuras gerações.
