Inadimplência no Agronegócio Potiguar Atinge 12,8%
O estado do Rio Grande do Norte (RN) encerrou o terceiro trimestre de 2025 com uma inadimplência no agronegócio de 12,8%, o maior índice da região Nordeste e o quarto mais elevado do Brasil. De acordo com um levantamento realizado pela Serasa Experian, a média nacional de inadimplência foi de 8,3%, enquanto a região Nordeste registrou um índice de 9,7%. Esta situação acende um alerta sobre os desafios financeiros enfrentados pelos produtores potiguares, que estão lidando com uma pressão superior à média nacional.
A pesquisa indica que a inadimplência está atingindo, principalmente, famílias de baixa renda e produtores de médio porte. Este quadro revela uma vulnerabilidade significativa do setor agrícola no RN, destacando a urgência de medidas que visem a implementação de políticas de crédito e suporte eficaz ao agricultor local.
Aviso para o Setor Agrícola
O alto índice de inadimplência coloca o RN em um cenário negativo, revelando que a situação dos produtores potiguares está muito além do que é observado no restante do Nordeste e distante da média nacional. Especialistas na área apontam que esse fenômeno se deve a uma combinação de fatores estruturais, além de dificuldades específicas no acesso ao crédito e na sazonalidade da produção agrícola.
Impactos e Desdobramentos Futuro
Analistas de mercado alertam que a crescente inadimplência pode ter consequências sérias para o futuro do setor agrário no estado. A capacidade de investimento em novos projetos pode ser reduzida, além do comprometimento da compra de insumos essenciais e, consequentemente, da renda das famílias envolvidas na agricultura. A continuidade desse panorama ressalta a necessidade de ações estratégicas de apoio a produtores, especialmente aqueles de médio porte, para evitar a piora de uma situação já precária.
Destaque dos Dados da Pesquisa
Os dados apresentados pela Serasa Experian referem-se ao terceiro trimestre de 2025 e abrangem todo o setor do agronegócio no RN, incluindo produtores de diferentes tamanhos. O estudo é crucial para a comparação da situação do estado com outras unidades da federação e expõe os desafios específicos enfrentados pelo Nordeste.
