Novo Centro de Diálise em Assú Promete Agilidade no Atendimento
O Governo do Rio Grande do Norte anunciou, na última sexta-feira (2), a retomada dos serviços de hemodiálise no município de Assú. Essa ação ocorre após a interdição do Centro de Diálise de Mossoró, onde, lamentavelmente, duas mortes foram registradas na semana anterior. A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) tomou a iniciativa de contratar, de forma emergencial, uma nova clínica na cidade para atender cerca de 130 pacientes da região.
O serviço em Assú estava suspenso há mais de dois anos, desde um incêndio que ocorreu na antiga unidade em dezembro de 2021. A nova clínica já recebeu todos os alvarás necessários, tanto municipais quanto estaduais, além da habilitação do Ministério da Saúde para operar. Essa medida visa a garantir um atendimento mais ágil e seguro aos pacientes do Vale do Açu, que antes precisavam viajar para Mossoró e, após o incidente, até mesmo para Caicó.
Os pacientes que foram afetados pela paralisação do serviço em Mossoró foram transferidos temporariamente para clínicas em Mossoró, Caicó e Natal. O Centro de Diálise de Mossoró, que tinha capacidade para atender 224 pacientes, sendo 208 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e 16 por convênios, foi interditado pela Sesap até que as circunstâncias que levaram à interdição sejam completamente apuradas e a segurança dos pacientes seja garantida.
Investigações em relação a esse caso estão em andamento, conduzidas pela Polícia Civil e pela Vigilância Sanitária do estado. De acordo com informações da clínica, uma intercorrência técnica no equipamento que faz parte do sistema de osmose comprometeu o funcionamento da unidade, resultando na suspensão temporária das atividades como medida de precaução. A clínica reafirmou que cumpre rigorosos padrões de controle de qualidade da água, realizando análises laboratoriais diárias e com monitoramento mensal por um laboratório terceirizado, enviando os laudos obtidos à Vigilância Sanitária.
As investigações também incluem vistorias realizadas pelas Vigilâncias Sanitárias estadual e municipal, além da perícia realizada pela Polícia Científica, a qual coletou um filtro com material biológico de uma paciente para análise. O Conselho Regional de Medicina do RN também realizou uma inspeção na unidade e está elaborando um relatório técnico sobre a situação.
É importante destacar que o prédio onde a clínica está localizada passa por obras em seus corredores devido à presença de salitre. No entanto, a Vigilância Sanitária de Mossoró afirmou que não há intervenções nas salas onde os procedimentos de diálise são realizados.
Uma terceira morte também foi mencionada, ocorrendo fora das dependências da clínica, mas não foi incluída nas investigações da polícia. Marivânia Freire Mendonça, de 36 anos, que era paciente renal crônica, não conseguiu realizar a hemodiálise no dia da interdição e, infelizmente, teve uma piora em seu quadro de saúde, falecendo após ser levada ao hospital, conforme relatos da família.
