Operação Revela Esquema de Fraudes em Licitações
A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação significativa nesta terça-feira (27), que resultou na apreensão de mais de R$ 251 mil em espécie durante uma ação contra o prefeito de Mossoró (RN), Allyson Bezerra, do partido União. Além do montante em dinheiro, foram confiscados 33 smartphones, 34 dispositivos eletrônicos, como notebooks e tablets, quatro veículos e 117 documentos, evidenciando a amplitude da operação.
A ação foi realizada em colaboração com a Controladoria-Geral da União (CGU) e tem como foco um suposto esquema de desvios de recursos públicos, bem como fraudes em licitações na área da saúde pública. O cenário é alarmante, uma vez que a PF encontrou grandes quantidades de dinheiro em espécie guardadas em caixas de papelão e isopor na residência de sócios de uma empresa farmacêutica sob investigação. Os detalhes sobre os valores apreendidos nessas propriedades ainda não foram divulgados.
A operação, que abrangeu 35 mandados de busca e apreensão em diversas localidades do Rio Grande do Norte, recebeu autorização da Justiça para a implementação de medidas cautelares e patrimoniais em relação aos envolvidos. De acordo com a PF, há indícios sólidos de irregularidades em contratos voltados ao fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, envolvendo empresas que atuam em parceria com prefeituras em diferentes regiões do Brasil.
Relatórios de auditoria indicam falhas graves na execução dos contratos, como a não entrega de materiais, fornecimento inadequado e sobrepreço nos produtos. As implicações legais para os investigados são severas, com possibilidade de enfrentarem acusações por desvio de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas.
Em resposta aos desdobramentos da operação, a defesa do prefeito Allyson Bezerra, representada pelos advogados Caio Victor Barbosa e Fabrízio Feliciano, destacou em nota à CNN Brasil que “não há qualquer fato que vincule pessoalmente o prefeito” às irregularidades investigadas. Os advogados argumentaram que as medidas judiciais foram baseadas em diálogos de terceiros e que não é possível fornecer mais informações devido ao sigilo da investigação.
Essa operação levanta questões cruciais sobre a integridade das práticas de gestão pública e a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa, especialmente em um contexto onde a saúde pública é cada vez mais vulnerável a esquemas de corrupção. A população de Mossoró e demais cidades do Brasil merecem transparência e responsabilidade na gestão dos recursos destinados à saúde.
