O Papel da Tecnologia e do Produtor Rural
O agronegócio brasileiro revela seu grande potencial econômico e social por meio da combinação de pesquisa científica e experiência prática do produtor rural. A união da sabedoria, criatividade e dedicação de quem trabalha no campo resulta em supersafras, avanços na criação de animais e na transformação da produção primária. Isso gera maior oferta de alimentos de qualidade, garantindo sustentabilidade e acessibilidade tanto para a população urbana quanto para a rural, além de atender aos importadores. Especialistas apontam que a integração entre pesquisa, tecnologia e manejo sustentável está moldando o futuro do agronegócio no Brasil, posicionando o país como um dos maiores produtores de alimentos do mundo.
Levantamentos indicam que as propriedades rurais no Centro-Oeste já colhem frutos positivos do Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Esse modelo de manejo permite que a pastagem permaneça verde mesmo após 60 dias sem chuvas, beneficiando tanto a vegetação quanto os animais, além de aumentar a lucratividade do setor. Quando o agricultor opta por plantar milho junto à braquiária, o solo se mantém coberto por palha, o que contribui para a conservação da umidade.
Dessa forma, ao chegar outubro, mês tradicional de plantio, a semente encontra temperaturas mais amenas e umidade suficiente para prosperar. Caso ocorra um veranico ou chuvas excessivas, a palha protege o milho, garantindo uma lavoura saudável. Essa evolução não é fruto do acaso, mas sim de anos de investimento em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, adaptando o modelo às condições específicas do solo da região.
A Necessidade de Adaptação no Campo
O campo é um ambiente dinâmico e está em constante transformação. Para se manter competitivo, é essencial garantir segurança nas lavouras e, assim, manter o agricultor e o trabalhador rural em suas atividades. Essa estratégia resulta em áreas produtivas e em uma produção de alta qualidade. A realidade se alinha com a perspectiva de pesquisadores, que afirmam que o campo brasileiro precisa adotar uma abordagem cada vez mais técnica e competente para atender à crescente demanda global por alimentos e energia.
A modernização do agronegócio vai além da busca por produtividade e redução de custos; ela é uma resposta direta às pressões climáticas que desafiam a agropecuária e demandam novas estratégias de adaptação. Os pesquisadores explicam que é fundamental que a busca por soluções acompanhe as mudanças, por meio do desenvolvimento de sistemas integrados de produção. O grande desafio é conciliar rentabilidade, diversidade e sustentabilidade.
Desafios e Inovações para o Futuro
Exemplos demonstram que a ciência busca inspiração na própria natureza para enfrentar as mudanças climáticas que impactam o agronegócio. No entanto, pesquisadores alertam que a produção agrícola brasileira enfrentará três tipos de estresse que tendem a se intensificar nos próximos anos: hídrico, biótico e térmico. O estresse hídrico pode ser mitigado com técnicas de irrigação, enquanto o biótico, que envolve pragas e doenças, conta com insumos cada vez mais específicos.
Entretanto, o estresse térmico representa um desafio mais sério, pois a ciência ainda não dispõe de soluções tecnológicas eficazes para atenuar seus efeitos. A expectativa é que, em um horizonte de dez anos, inovações como inteligência artificial, robótica, agricultura de precisão, biotecnologia, nanotecnologia e fotônica façam parte do cotidiano do agronegócio, contribuindo para a superação desses obstáculos.
