Expectativa de Precipitações Intensificadas
A Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seadru) de Mossoró divulgou, na última terça-feira (23), as previsões de chuvas para o primeiro trimestre de 2026. O levantamento, que se baseia em dados pluviométricos dos últimos 20 anos, aponta um aumento progressivo no volume de precipitações entre janeiro e março.
Conforme as informações apresentadas, a expectativa é que janeiro registre 52,1 milímetros de chuvas. Já em fevereiro, o volume projetado sobe para 103,7 milímetros, enquanto março deve ser o mês mais chuvoso do período, com um acumulado de 183,4 milímetros previsto.
Influência do Fenômeno La Niña nas Chuvas do Nordeste
A análise realizada por especialistas revela que a probabilidade de chuvas intensas no interior do Rio Grande do Norte é impulsionada pelo fenômeno climático conhecido como “La Niña”. Este fenômeno, que ocorre devido ao resfriamento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, tende a provocar precipitações mais volumosas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.
De acordo com os modelos climáticos, a atuação do La Niña deve se estender até o dia 20 de março, data que marca o encerramento do verão. Além disso, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) demonstra um posicionamento propício para a formação de nuvens, o que favorece o aumento da instabilidade atmosférica e da velocidade do vento na região.
Como as Condições Atmosféricas Influenciam as Precipitações
O processo de formação das chuvas é explicado pelo professor de Ciências Naturais, Alciomar Lopes. Ele destaca que “os ventos ascendentes permitem que o vapor de água esfrie, condense e forme nuvens de chuvas”. Essa dinâmica é crucial para garantir o volume de água projetado para o início do próximo ano. Assim, a expectativa de chuvas em Mossoró não é apenas uma previsão, mas um resultado de um complexo fenômeno climático que impacta diretamente a agricultura e o desenvolvimento rural na região.
