A Importância da Prevenção Durante o Carnaval
No Carnaval de 2026, o Ministério da Saúde ressalta a relevância do uso de preservativos e outras estratégias de prevenção ao longo do ano. Com o lema “Carnaval com prevenção. Antes, durante e depois da folia, é o Governo do Brasil do seu lado”, a campanha é liderada pela cantora Gaby Amarantos, que visa principalmente o público jovem. Nos últimos três meses, foram distribuídos 138 milhões de preservativos para os estados, reforçando os estoques durante a festividade. Entre as novidades, estão as novas versões que foram incorporadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025: a camisinha texturizada (TEX) e a ultrafina (SENSI). Essas inovações têm o objetivo de aumentar a aceitação do uso do preservativo, método eficaz na prevenção do HIV, hepatites virais, sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), além de evitar gestações indesejadas.
Este ano marca a estreia dos novos modelos de preservativo na campanha. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou a importância dessa iniciativa, afirmando que “60% da população não utiliza preservativos durante as relações sexuais. Tudo que pudermos disponibilizar no SUS para encorajar o uso será feito, pois isso previne doenças e protege nossa população”.
A Campanha de Prevenção Combinada
A campanha também reforça a ampla oferta de proteção contra doenças sexualmente transmissíveis no SUS, destacando a prevenção combinada como essencial. Essa abordagem vai além do uso de preservativos e inclui vacinas contra hepatites, testagens rápidas, e o uso da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e da Profilaxia Pós-Exposição (PEP), entre outras. Do total de preservativos distribuídos, cerca de 132 milhões são das versões externas, texturizadas e ultrafinas, enquanto 3,8 milhões são internos, feitos de látex ou nitrílica.
A diversificação dos modelos visa incentivar o uso consistente e correto do preservativo, tornando-o mais atraente e adaptando-se às diversas preferências da população. Esse movimento responde à queda no uso de preservativos, especialmente entre os jovens. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, realizada pelo IBGE, apenas 22,8% dos entrevistados afirmaram usar preservativo em todas as relações sexuais nos 12 meses anteriores. Já 59% relataram nunca ter usado o método.
Dados Preocupantes e Ações Necessárias
A redução no uso de preservativos segue uma tendência global. Um relatório da Organização Mundial da Saúde de 2024 revelou uma diminuição do uso entre os jovens em vários países europeus. A campanha do Ministério da Saúde enfatiza que a prevenção deve ser contínua e bem estruturada nos três momentos: antes da folia, com o uso da PrEP, vacinação contra hepatites e HPV, e testagens para HIV e sífilis; durante o Carnaval, com a promoção de preservativos externos SENSI e TEX, preservativos internos e gel lubrificante; e após a festividade, com a PEP, que deve ser utilizada em até 72 horas após uma situação de risco, além do autoteste de HIV.
“As Unidades Básicas de Saúde estão abastecidas com preservativos internos e externos, testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites virais, além de vacinas e profilaxias. Essas opções, combinadas, oferecem mais proteção, permitindo que a festa seja mais segura”, informou Padilha.
Carnaval e Identidade Cultural no Brasil
A campanha “Carnaval com prevenção” é protagonizada por Gaby Amarantos e busca fortalecer a identidade cultural do Carnaval brasileiro, um ícone de alegria, diversidade e representatividade. A artista amplifica a mensagem de prevenção, ajudando a romper barreiras regionais e transformando a prevenção combinada em um movimento acessível e vibrante.
Avanços na Saúde Pública
Nos últimos anos, o Brasil apresentou uma significativa redução de 13% no número de óbitos por aids, totalizando 9,1 mil mortes em 2024. Este é o primeiro ano em três décadas que o número ficou abaixo de dez mil. Os dados divulgados pelo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde em dezembro de 2025 refletem os progressos em prevenção, diagnóstico e terapias, que tornam o vírus indetectável e intransmissível. Essa evolução também resultou na eliminação da transmissão vertical do HIV, que ocorre de mãe para filho.
A taxa de transmissão vertical está abaixo de 2%, e a incidência da infecção em crianças está inferior a 0,5 por mil nascidos vivos. O Brasil alcançou mais de 95% de cobertura em pré-natal, testagens para HIV e tratamento para gestantes que vivem com o vírus, cumprindo assim as metas internacionais estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Cuidados Durante o Carnaval
Para aproveitar o Carnaval com segurança, é fundamental seguir algumas recomendações: hidrate-se com água, use protetor solar, vacine-se contra febre amarela se viajar para áreas de mata, proteja-se contra HIV, hepatites B e C, sífilis e outras ISTs, e procure uma Unidade de Saúde quando necessário.
