Educação e Prevenção: O Papel das Comunidades
A Região Metropolitana do Recife dá início, nesta terça-feira (9), às atividades presenciais da 9ª Campanha Nacional #AprenderParaPrevenir – Cidades sem Risco. A programação será realizada até o dia 13 de fevereiro e marca a capital pernambucana como a primeira cidade a receber essa itinerância em 2026. Recife, junto a Olinda e Jaboatão dos Guararapes, é historicamente afetada por enchentes, deslizamentos e outros fenômenos climáticos extremos.
Com a proposta “Cidade Sem Risco começa na minha comunidade”, a campanha busca promover encontros formativos e reuniões institucionais para fortalecer a educação voltada à redução de riscos de desastres. O objetivo é unir escolas, comunidades, iniciativas populares e órgãos de proteção civil, como os Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (NUPDECs), e gestores públicos em uma agenda contínua de prevenção e justiça climática nas áreas mais vulneráveis.
De acordo com Samia Sulaiman, coordenadora de Articulação e Parcerias da Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, a ação territorial é essencial para lidar com os efeitos das mudanças climáticas. Ela destaca: “Os desastres não são naturais e impactam desproporcionalmente populações historicamente vulneráveis. A educação, a informação e a organização coletiva nas comunidades são fundamentais para avançarmos na justiça climática”.
Colaboração entre Diversos Setores
A programação envolve colaboradores das prefeituras de Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes, além das Defesas Civis municipais e estadual, NUPDECs, e profissionais de escolas municipais, supervisores escolares, gestores, secretarias municipais, ONGs, iniciativas populares e universidades. A rede estadual de ensino também participa por meio das Gerências Regionais de Educação (GREs) e da Unidade de Educação Ambiental e Climática (UNEA), o que expande a articulação entre diferentes instituições.
A abertura dessa itinerância sinaliza o início das atividades presenciais da campanha em 2026 e se relaciona ao conceito de “campanha de campanhas”, que incentiva escolas, coletivos e comunidades a desenvolverem ações próprias de prevenção, adaptadas aos riscos de cada território. Rachel Trajber, do Cemaden Educação, enfatiza que essa estratégia fortalece a mobilização local: “Cada campanha surge onde o problema acontece e onde as soluções podem tornar o território mais seguro, sustentável e resiliente. A ação é coletiva — não há como enfrentar a crise climática sozinho”.
A formação e a mobilização dentro das comunidades são partes vitais dessa iniciativa, que tem o potencial de mudar a narrativa sobre a prevenção de desastres nas áreas mais afetadas. Com o apoio de gestores e educadores, a campanha busca elevar a conscientização e promover um entendimento mais profundo sobre a importância da justiça climática em ações práticas no dia a dia dos cidadãos.
