Crescimento Recorde no Agronegócio
Recentemente, o setor do agronegócio brasileiro alcançou um marco histórico em termos de emprego, com a população ocupada atingindo 28.579.606 trabalhadores. Esse número, o maior desde o início da série histórica em 2012, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), evidencia a importância do agronegócio para a economia do país. O último boletim, elaborado em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), revela que o setor representa 26,35% do total de trabalhadores do Brasil, uma leve alta em comparação ao mesmo período do ano passado (26,15%) e ao trimestre anterior (26,04%).
O crescimento foi de 1,3%, equivalente a 367.493 novos postos de trabalho, com todos os segmentos do agronegócio apresentando resultados positivos no terceiro trimestre de 2025.
Segmentos em Destaque
O segmento que mais contribui para esse crescimento é o dos agrosserviços, que emprega 10.554.159 pessoas e registrou um aumento de 0,5%, com a adição de 48.683 novos trabalhadores. As atividades de agrosserviços incluem operações logísticas, como armazenamento, transporte e comercialização. Segundo o Cepea, essa expansão se deve ao ótimo desempenho do setor agropecuário em geral.
Seguindo os agrosserviços, o segmento primário é responsável por 7.968.386 empregos, apresentando crescimento de 3,4% neste trimestre, ou seja, 260.421 novas vagas. O aumento foi significativo tanto na agricultura, que cresceu 3,5% com destaque para a cana-de-açúcar (7,2%), quanto na pecuária, que teve um incremento de 3,1%, especialmente na suinocultura (23,4%).
A produção voltada para o autoconsumo ocupa 4.943.135 pessoas, mantendo-se estável em relação aos dados disponíveis do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022. Já na agroindústria, o número de trabalhadores alcançou 4.789.482, um crescimento de 1,2% (equivalente a 56.490 postos de trabalho). O relatório do Cepea ainda destaca que as agroindústrias de base agrícola cresceram 1,7%, principalmente nas atividades de vestuário e acessórios, que tiveram um aumento de 5,7% em relação ao trimestre anterior.
Crescimento no Setor de Insumos
O segmento de insumos agropecuários, por sua vez, conta com 324.444 empregados, refletindo um aumento de 0,6% no trimestre, o que representa 1.899 novas vagas. Este crescimento é impulsionado pelas indústrias de insumos de base agrícola, embora as voltadas para a pecuária tenham apresentado resultados negativos em comparação aos trimestres anteriores. As indústrias de fertilizantes e defensivos, no entanto, mostraram resultados expressivos, com crescimentos de 17,4% e 8.978 novos trabalhadores respectivamente.
Agrosserviços em Ascensão
O crescimento mais significativo na geração de empregos no agronegócio foi novamente observado nos agrosserviços, que tiveram uma variação positiva de 4,5%, agregando 459.080 trabalhadores ao setor. Isso reflete não apenas a recuperação da economia nacional, mas também a crescente demanda por essas atividades essenciais, que vão desde o processamento de produtos agropecuários até a fabricação de insumos.
Perfil do Trabalhador do Agronegócio
Um aspecto interessante destacado pelo relatório é que os empregados com carteira assinada agora representam 34,7% da força de trabalho do setor, o que equivale a 9.939.917 trabalhadores. Além disso, 4.257.986 atuam sem carteira assinada, 1.037.067 são empregadores e 7.039.038 trabalham por conta própria. O crescimento mais notável, em comparação ao trimestre anterior, ocorreu entre os trabalhadores autônomos, com uma elevação de 3,2%, ou 216.732 pessoas.
No que diz respeito à educação, 1.494.951 trabalhadores não possuem escolaridade, enquanto 10.749.111 concluíram o Ensino Fundamental, 11.580.113 possuem Ensino Médio e 4.755.431 têm Ensino Superior. Em termos de gênero, 17.687.373 trabalhadores são homens e 10.892.233 são mulheres.
Em relação aos rendimentos médios, os empregados do agronegócio recebem em média R$ 2.763, inferior à média nacional de R$ 3.279. Contudo, em comparação ao terceiro trimestre de 2024, todos os segmentos, exceto o de insumos, mostraram crescimento nos rendimentos médios, destacando-se a agricultura (6,3%), a agroindústria pecuária (5,2%) e os agrosserviços (3%).
