Acidentes com Animais Peçonhentos no Rio Grande do Norte
No ano de 2025, o Rio Grande do Norte registrou um total alarmante de 9.916 acidentes relacionados a animais peçonhentos, conforme o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). Os escorpiões se destacam como os principais responsáveis, com 5.790 notificações, representando 58% dos casos registrados. Esses dados foram apresentados pela Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige), que visa alertar tanto profissionais da saúde quanto a população sobre os riscos associados a esses acidentes e sobre a importância de adotar medidas preventivas.
Além dos escorpiões, as abelhas figuram como o segundo animal mais frequentemente envolvido em acidentes, contabilizando 2.002 casos (20%), seguidas pelas serpentes, que somaram 836 ocorrências (8%). A Grande Natal, por sua vez, é a região que concentra o maior número de incidentes, com 4.487 notificações, sendo os escorpiões os principais causadores, devido à sua capacidade de adaptação em ambientes urbanos e residenciais.
Diferenciação entre Áreas Urbanas e Rurais
O boletim ainda destaca variações significativas nos locais em que esses acidentes ocorrem. A maior parte dos casos envolvendo escorpiões, abelhas e aranhas acontece em áreas urbanas, enquanto as serpentes são mais prevalentes em zonas rurais, onde representam cerca de 77,4% das ocorrências deste grupo. Entre as serpentes identificadas, a jararaca é a mais comum, sendo responsável por 82% dos casos em que houve identificação específica.
Em termos de gravidade, a maior parte dos acidentes com escorpiões é considerada leve, com aproximadamente 95% dos casos classificados como não graves. Entretanto, ainda assim, o estado registrou oito mortes atribuídas a esses acidentes em 2025, com os óbitos ocorrendo nas regionais de Mossoró, Caicó, Pau dos Ferros e Santa Cruz. Esses números alarmam as autoridades de saúde, que precisam reforçar a importância da prevenção.
Recomendações de Prevenção
Diante desse cenário, a Sesap enfatiza a relevância de medidas simples para prevenir acidentes com animais peçonhentos. Dentre as orientações estão: examinar roupas e calçados antes de vesti-los, manter a distância das paredes as camas e berços, e evitar acumular lixo, entulhos e lenha nas residências. Além disso, é fundamental manter jardins e quintais organizados, removendo folhagens que possam servir de abrigo para esses animais.
Ao realizar atividades em áreas de mata ou ao manusear materiais de construção, recomenda-se o uso de equipamentos de proteção, como luvas de couro e calçados fechados. Em caso de acidente, a orientação é manter a calma, lavar a área afetada com água e sabão, e evitar práticas perigosas como torniquetes ou perfuração do ferimento. A vítima deve buscar imediatamente um serviço de saúde para avaliação e possível encaminhamento a uma unidade especializada no tratamento de picadas.
Hospitais de Referência e Contatos para Emergências
No que diz respeito a hospitais de referência, os moradores de Natal podem procurar o Hospital Giselda Trigueiro ou o Hospital Maria Alice Fernandes. Em Mossoró, os locais indicados são o Hospital Regional Tarcísio Vasconcelos Maia e o Hospital Regional da Mulher Parteira Maria Correia. Em Caicó, a referência é o Hospital Regional do Seridó Telecila Freitas Fontes, enquanto em Pau dos Ferros o Hospital Regional Dr. Cleodon Carlos de Andrade é a opção recomendada.
Para orientações emergenciais disponíveis 24 horas, tanto a população quanto os profissionais de saúde podem entrar em contato com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Rio Grande do Norte (CIATOX/RN) pelo telefone 0800 281 7005 ou pelo WhatsApp (84) 98883-9155.
