Liderança de São Paulo nas Exportações Agropecuárias
No início de 2026, São Paulo desponta como o estado líder nas exportações do agronegócio brasileiro. Apenas em janeiro, o setor alcançou um superávit expressivo de US$ 1,31 bilhão, com exportações totalizando US$ 1,84 bilhão, enquanto as importações somaram US$ 530 milhões. Este desempenho coloca São Paulo à frente de Mato Grosso, que registrou 16,7% das exportações, e de Minas Gerais, com 11,5%.
Apesar de sua área territorial menor em comparação a outros grandes estados produtores, o agronegócio paulista foi responsável por 40,9% das exportações totais do estado em janeiro. As importações do setor, por sua vez, representaram 8% do total estadual, reforçando a importância estratégica do agronegócio na balança comercial.
Principais Produtos Exportados e seu Impacto
O complexo sucroalcooleiro se destacou como o principal item de exportação, respondendo por 25,3% do total, o que equivale a US$ 465,3 milhões. O açúcar, nesse contexto, contribuiu com quase a totalidade desse valor, evidenciando sua relevância no mercado externo.
Os produtos florestais também tiveram um desempenho significativo, representando 18,8% das exportações, com US$ 346,9 milhões, impulsionados principalmente pela celulose. As carnes, lideradas pela bovina, corresponderam a 16,6% do total, atingindo US$ 305,8 milhões. Os sucos, majoritariamente de laranja, contribuíram com 8,9%, enquanto o café, principalmente o verde, respondeu por 7,2%. Juntos, esses cinco grupos representaram 76,8% das vendas externas do agronegócio paulista.
Expectativas para o Futuro do Agronegócio Paulista
O complexo soja, que até o momento respondeu por 2,7% do total exportado, possui perspectivas otimistas, especialmente com o avanço da colheita previsto para fevereiro. Os especialistas acreditam que esse segmento poderá ganhar mais espaço nas exportações nos próximos meses.
Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, os dados mostram um aumento nas exportações de produtos florestais, carnes e do complexo soja. Por outro lado, os segmentos do sucroalcooleiro, café e sucos enfrentaram quedas nas exportações, reflexo das oscilações de preços e das quantidades embarcadas. Essa variabilidade nos dados evidencia a dinâmica do mercado e as constantes mudanças nas condições de oferta e demanda.
