Capacitação em Educação Ambiental
Entre os dias 23 e 28 de fevereiro de 2026, a Chapada dos Veadeiros, localizada em Alto Paraíso (GO), será palco de oficinas promovidas pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). As atividades, voltadas para a educomunicação e o planejamento em educação ambiental, incluem uma oficina de produção audiovisual na Área de Proteção Ambiental (APA) Pouso Alto e outra destinada à elaboração do projeto político-pedagógico para espaços educadores na Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge, na Vila de São Jorge.
Essas oficinas têm como foco fundamental o uso da educação, comunicação e participação social como instrumentos essenciais para a conservação da biodiversidade, especialmente em áreas protegidas, como APAs e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).
Objetivos e Impacto
A proposta visa capacitar não apenas educadores, mas também jovens, gestores públicos, proprietários de RPPNs e lideranças comunitárias para que possam planejar e fortalecer ações de conservação da natureza através da educação ambiental. A iniciativa é desenvolvida pela Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais (SBio) e pelo Departamento de Educação Ambiental e Cidadania (DEA), ambos do MMA, contando com recursos do Projeto GEF Áreas Privadas.
Os participantes das oficinas terão suporte de consultores especializados que farão a formação dos envolvidos e desenvolverão cartilhas que serão distribuídas em outras partes do Brasil, ampliando o alcance da ação e sua eficácia.
Experiência Prévia e Resultados Esperados
Antes do evento na Chapada dos Veadeiros, oficinas de educomunicação e planejamento foram realizadas na APA da Bacia do Rio São João, em Silva Jardim, no estado do Rio de Janeiro, entre janeiro e fevereiro de 2026. Segundo Marcos Sorrentino, diretor do DEA, essa continuidade de atividades é crucial para transformar a conservação em uma prática diária, estimulando decisões conscientes e mobilização social em prol da proteção da biodiversidade local.
Larissa Malty, coordenadora de Comunicação do DEA, enfatiza que a educomunicação é uma ferramenta poderosa para amplificar vozes e narrativas locais. Durante a oficina de audiovisual, os jovens da comunidade terão a oportunidade de produzir vídeos que retratam seus próprios contextos socioambientais. Esse processo incluirá o uso de celulares e abordagens sobre roteiro, direção, captação de imagem, som e edição.
Fortalecimento da Gestão Educativa
A analista ambiental Letícia Abadia complementa que o projeto político-pedagógico é essencial para fortalecer a gestão de espaços educativos em APAs e RPPNs. O planejamento participativo é fundamental, assim como o diagnóstico socioambiental do território e a definição de objetivos pedagógicos que estejam alinhados com as realidades locais e as políticas públicas de educação ambiental.
Ao concluir as oficinas, os participantes serão incentivados a cadastrar seus projetos no Projeto Salas Verdes, que visa reconhecer e valorizar espaços de educação ambiental em todo o Brasil. As Salas Verdes podem ser fixas ou itinerantes, ligadas a instituições públicas ou privadas, e têm como objetivo desenvolver ações de formação e cidadania ambiental no campo da educação não formal, com alcance local ou regional.
Histórico do Projeto Salas Verdes
O Projeto Salas Verdes, criado em 2000, surgiu para atender a demanda de instituições que buscavam apoio do MMA por meio de publicações relacionadas a iniciativas ambientais. Inicialmente, o projeto baseou-se no conceito de bibliotecas verdes, mas ao longo do tempo, expandiu seu escopo e passou a contribuir para a implementação da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), aprovada em 1999, entre outras políticas públicas correlatas, promovendo a criação e o fortalecimento de espaços formativos.
Iniciativas do Projeto GEF Áreas Privadas
O Projeto GEF Áreas Privadas tem como missão desenvolver e apoiar ações estratégicas voltadas para a conservação da biodiversidade em áreas privadas. Isso inclui promover a conectividade da paisagem e fortalecer políticas públicas, além de valorizar economicamente a conservação através de mecanismos como o pagamento por serviços ambientais (PAS).
