Geração de Empregos no Rio Grande do Norte
No ano de 2025, o Rio Grande do Norte alcançou a marca de 15.870 novos empregos com carteira assinada, resultado de um balanço positivo entre admissões e desligamentos. O estado registrou 257.414 contratações e 241.544 demissões ao longo dos 12 meses. Esses dados foram divulgados na última quinta-feira, 29 de janeiro, pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).
O ano passado foi bastante promissor para o estado, que apresentou resultados positivos em quatro dos cinco principais grupos de atividades econômicas. O setor de Serviços se destacou, gerando 5.218 novos postos, seguido pela Indústria, com 5.036, Comércio, que adicionou 4.722 e Agropecuária, que gerou 1.093 novas vagas. Em contraste, o setor da Construção foi o único a registrar um saldo negativo, com a perda de 208 empregos.
A nova oferta de vagas no estado teve uma predominância feminina, com 8.724 postos ocupados por mulheres, enquanto os homens registraram um saldo positivo de 7.146. O perfil dos trabalhadores atendidos mostra que a maioria possui ensino médio completo, com 14.690 postos disponibilizados para esse grupo. Além disso, os jovens entre 18 e 24 anos foram os mais beneficiados, contabilizando 14.745 novas vagas em 2025.
Municípios com Maior Geração de Empregos
No que diz respeito aos municípios potiguares, Natal se destacou como a cidade com o melhor saldo de empregos em 2025, criando 7.108 novas oportunidades. Atualmente, a capital possui um total de 240,5 mil empregos formais. Outros municípios com desempenho notável incluem Parnamirim, com 2.167 novos postos, seguido por São Gonçalo do Amarante (1.800), Macaíba (1.070) e Extremoz (535).
Desempenho Nacional em Geração de Empregos
Em âmbito nacional, o Brasil também encerrou 2025 em alta, com um saldo positivo de 1.279.498 empregos com carteira assinada. Esse resultado foi obtido a partir de 26,59 milhões de admissões e 25,32 milhões de desligamentos no período de janeiro a dezembro. O estoque de trabalhadores celetistas cresceu 2,71%, passando de 47,19 milhões para 48,47 milhões de vínculos ativos.
O desempenho positivo foi observado em todas as cinco regiões do Brasil, bem como nas 27 Unidades da Federação, segundo os dados do Novo Caged. A região Sudeste foi a que gerou o maior número de empregos, com 504,97 mil novas vagas, representando um crescimento de 2,10%. A região Nordeste, onde se insere o Rio Grande do Norte, registrou 347,94 mil novas contratações, equivalente a um aumento de 4,38%. A região Sul também teve um resultado significativo, com 186,12 mil novas vagas (+2,16%).
Atividades Econômicas e Impactos no Mercado de Trabalho
Os cinco principais setores econômicos do país apresentaram saldo positivo na geração de empregos formais em 2025. O setor de Serviços liderou a criação de postos, com 758.355 novas vagas, crescimento de 3,29%. O Comércio também teve um desempenho expressivo, com 247.097 novas contratações (+2,3%). Dentro do setor de Serviços, as atividades de informação e comunicação, assim como serviços financeiros e administrativos, foram responsáveis por 318.460 novas vagas, enquanto administração pública, educação e saúde contribuíram com 194.903 postos.
A Indústria também se destacou, gerando 144.319 novas vagas (+1,6%). A Construção, apesar de alguns desafios, criou 87.878 postos (+3,1%), e a Agropecuária apresentou um crescimento de 41.870 empregos (+2,3%).
Retração no Mercado de Trabalho em Dezembro
Historicamente, dezembro é um mês desafiador para o setor, e em 2025 não foi diferente. O saldo foi negativo, com a perda de 618.164 empregos formais. Essa retração afetou tanto homens (-348,4 mil) quanto mulheres (-269,7 mil). Os estados mais impactados incluíram São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Além disso, todos os grupos de atividades econômicas enfrentaram dificuldades, destacando-se os setores de Serviços e Indústria.
O salário médio real de admissão em dezembro foi de R$ 2.303,78, apresentando uma leve queda em relação ao mês anterior, mas uma alta de 2,55% em comparação a dezembro de 2024.
