Catracas Eletrônicas e Reconhecimento Facial na UEPB
Em uma iniciativa voltada para a segurança e controle de acesso da comunidade acadêmica, a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) está implantando uma nova política de segurança. Essa ação abrange a instalação de catracas eletrônicas e um sistema de reconhecimento facial nas entradas da Central Acadêmica Paulo Freire e do Centro de Ciência e Tecnologia (CCT), localizados no Câmpus I. A medida, promovida pela Pró-reitoria de Infraestruturas (PROINFRA), utiliza tecnologia de inteligência artificial, visando a proteção de estudantes, docentes e técnicos administrativos.
A implementação do sistema está prevista para ocorrer no semestre 2026/1. Estudantes, professores e servidores terão acesso aos prédios através da biometria facial, para isso, será necessária uma atualização cadastral no Sistema Unificado de Administração Pública (SUAP).
Procedimento de Cadastro de Biometria Facial
Para facilitar o processo de cadastramento, a Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicação (CTIC) disponibilizará orientações à comunidade acadêmica. O coordenador da CTIC, Carlos Alberto Chaves Júnior, garante que o procedimento é simples: cada membro da comunidade precisará incluir uma foto atualizada em seu cadastro no SUAP. Essa foto deve seguir as características de uma imagem oficial, com fundo branco, sem óculos ou boné, conforme exigido para documentos oficiais.
A pró-reitora de Infraestrutura, professora Weruska Brasileiro, destacou que todos os estudantes, professores e técnicos administrativos receberão um link para realizar o cadastro necessário. O sistema contará com 12 catracas eletrônicas que farão a identificação facial. Uma vez em operação, a entrada nas instalações será monitorada pelo Centro Integrado de Comando e Controle de Campina Grande (CICC).
Controle Rigoroso em Laboratórios
Além das catracas, a nova política de segurança da UEPB inclui um controle mais rigoroso de acesso por meio de biometria facial em laboratórios que manipulam substâncias químicas controladas por órgãos como o Exército e a Polícia Federal. Já foram realizadas as primeiras implantações desse sistema, e coordenadores dos laboratórios receberam aplicativos para o cadastramento. Entre os laboratórios incluídos neste controle estão o Laboratório Multiusuário (LABMULTI), o Lapeca de Engenharia Sanitária Ambiental e o Complexo de Laboratórios do CCT.
Aprimoramento da Vigilância Eletrônica
Para reforçar a segurança, a Central Acadêmica Paulo Freire recebeu quatro câmeras em cada andar, com capacidade de visão em 360 graus, o que equivale a oito câmeras convencionais. Ao todo, 168 câmeras inteligentes com reconhecimento facial foram instaladas ao redor do Câmpus I. Esses dispositivos, que funcionam com tecnologia de inteligência artificial, têm alta sensibilidade para identificar movimentos suspeitos, brigas e situações de risco.
Além disso, foram implantados 14 totens de segurança, que se destacam como equipamentos modernos no combate à criminalidade. Com a ampliação da vigilância eletrônica, o Câmpus I agora possui mais de 600 câmeras distribuídas em locais estratégicos. Uma nova característica dessa segurança eletrônica é a introdução de “botões de pânico”, que devem entrar em fase de teste neste semestre. Esses dispositivos visam proteger os usuários, permitindo que, em situações de ameaça, o acionamento do botão estabeleça contato imediato com a segurança da instituição e com a Polícia Militar.
