Crescimento na Produção e Arrecadação de Royalties
No terceiro trimestre de 2025, as prefeituras do Rio Grande do Norte receberam um total de R$ 107,79 milhões em royalties. Esse valor reflete um cenário positivo em relação à produção de petróleo e gás no estado, que mostrou um crescimento significativo em comparação com o ano anterior.
De acordo com o Boletim de Petróleo e Gás do Rio Grande do Norte, divulgado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação, a produção de petróleo em terra passou de 2,61 milhões para 2,71 milhões de barris, o que representa um aumento de aproximadamente 99 mil barris, ou cerca de 3,8%. O gás natural teve um desempenho ainda mais expressivo, saltando de 93,89 milhões para 100,85 milhões de m³, registrando um incremento de 6,96 milhões de m³, equivalente a 7,4%.
Comparativo Anual e Tendências de Crescimento
Quando se analisa o desempenho do terceiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, nota-se uma evolução de 1,60% na produção de petróleo e 7,69% na produção de gás natural. Esses dados indicam uma tendência de expansão na atividade petrolífera no estado, com uma sincronização no crescimento da produção de ambos os recursos energéticos.
Atualmente, sete empresas atuam no setor onshore do Rio Grande do Norte, sendo a Brava Energia (ex-3R Petroleum) a principal operadora, responsável por 68% da produção total de petróleo. Outras empresas envolvidas incluem PetroRecôncavo, Mandacaru Energia, Níon Energia, Petrosynergy, Phoenix Óleo & Gás e Petro-Victory.
Produção e Destaques Regionais
No terceiro trimestre de 2025, a produção terrestre de petróleo e gás natural totalizou, respectivamente, 2,71 milhões de barris e 100,85 milhões de m³. A produção média diária alcançou 29,46 mil barris de petróleo e 1,09 milhões de m³ de gás natural. O Campo de Canto do Amaro se destacou como o principal polo produtor onshore, ultrapassando a marca de 600 mil barris. Os campos de Estreito e Salina Cristal também mostraram bom desempenho. Em termos de gás natural, o Campo de Lorena liderou a produção, com mais de 20 milhões de m³, seguido pelos campos de Livramento, Brejinho e Boa Esperança.
Recuo na Produção Marítima
Em contraste com os resultados onshore, a produção marítima de petróleo e gás natural apresentou variações significativas. O petróleo sofreu uma queda de aproximadamente 21,37%, resultando em 53,4 mil barris a menos em comparação com o ano anterior. Por outro lado, o gás natural experimentou um crescimento de 9,74%, com um aumento de 1,22 milhões de m³. Essa discrepância revela um panorama divergente entre as duas fontes de energia, o que pode ser atribuído à diminuição natural dos campos maduros de petróleo e a estratégias que privilegiam o gás como fonte energética.
Arrecadação de Royalties e Distribuição
No terceiro trimestre de 2025, a arrecadação de royalties do estado totalizou R$ 58,27 milhões, uma queda de 10,27% em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa redução se relaciona às oscilações no valor monetário da produção e ao aumento da participação do gás natural na produção total, que possui um valor unitário inferior ao do petróleo. Além disso, o avanço nas produções de campos maduros, que têm alíquotas de royalties reduzidas, também contribuiu para essa diminuição. A redistribuição de royalties do gás, que favorece os municípios, também impactou o repasse ao estado.
Os repasses aos municípios potiguares totalizaram R$ 107,79 milhões no terceiro trimestre de 2025, com 20 municípios concentrando cerca de 96% dos recursos, totalizando R$ 96,78 milhões. O município de Grossos liderou este ranking, recebendo R$ 17,97 milhões, seguido de Tibau, Serra do Mel, Alto do Rodrigues, Mossoró e Felipe Guerra.
Resumo da Distribuição de Royalties
Em síntese, a distribuição de royalties de petróleo e gás para o estado e seus municípios somou R$ 159,06 milhões no terceiro trimestre de 2025, registrando um aumento de 7,75% em relação ao mesmo período de 2024. No âmbito municipal, os repasses totalizaram R$ 100,79 milhões, representando um crescimento aproximado de 21,9% em comparação com o ano anterior.
