Abel Ferreira questiona convocação na seleção e destaca desempenho do Palmeiras
O técnico Abel Ferreira expressou sua insatisfação com a ausência de jogadores do Palmeiras na lista de convocados para a seleção brasileira, apontando um favorecimento para times rivais. “O Brasil decide não convocar três ou quatro jogadores do Flamengo, porque do Palmeiras não foi nenhum. Estes são fatos. E a Argentina, com todo o direito, porque é assim que tem que ser, decide convocar dois ou três. O Paraguai decide convocar dois ou três. Este Paraguai, como vocês sabem, também nós não vamos contar com eles”, declarou Abel.
Ele também provocou os jornalistas ao questionar a justiça dessa situação: “E eu pergunto a vocês se parece justo uma equipe que está lutando pelo Brasileiro, pelo Brasileirão, haver seleções que dispensam os jogadores e haver outras que os levam para o outro lado do mundo”.
Palmeiras mantém perseguição ao Flamengo no Brasileirão
O Palmeiras voltou a vencer o Remo e reduziu a diferença para o Flamengo no Brasileirão, ficando três pontos atrás do líder. O Alviverde soma 73 pontos, enquanto o Flamengo tem 76, após triunfo contra o Grêmio na quarta-feira (4). A disputa pelo título permanece intensa, com o Flamengo demonstrando consistência e o Palmeiras buscando manter o ritmo para alcançar o topo.
Consistência e rendimento: o diferencial segundo Abel
Ao analisar o motivo do Palmeiras e Flamengo estarem à frente dos demais times, Abel destacou que o investimento financeiro não é o único fator decisivo. “Se fosse pelo dinheiro e investimento, o Flamengo era sempre campeão. Porque é o clube que mais investe, que mais contrata. E quando falamos de jogadores a custo zero, quem está no futebol sabe que não há jogadores a custos zero. E não é o caso. Não é assim que funciona. A diferença está na consistência. É isso que faz a diferença”, explicou.
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Sobre a pressão para escalar jogadores que estão em alta, como Maurício, o treinador foi claro: “Eu preciso é perceber quem é dos outros eu vou tirar. Ele não. Futebol é rendimento para todos. Já disse que comigo não é o nome que joga, é rendimento”. Abel destacou ainda que a gestão do elenco considera o desempenho coletivo, alternando entre titulares e reservas conforme o momento.
Flamengo favorito, mas Palmeiras mantém foco e atitude de campeão
Abel reconheceu a força do Flamengo na competição: “O Flamengo tem sido muito consistente nesta competição. E a prova disso é que estamos atrás deles. Eles têm tudo para poder ganhar esta competição”. Por outro lado, ele afastou qualquer ideia de obrigação pelo título para o Palmeiras. “O Palmeiras não é obrigado a ganhar. O treinador não os obriga a ganhar, obriga a dar o máximo pelo símbolo e pelo clube que representam”.
O treinador reforçou a importância da entrega dos jogadores em todas as competições, comparando a dedicação necessária para vencer a Libertadores ou um campeonato estadual. Citou ainda Ayrton Senna para ilustrar sua filosofia: “É acelerar o máximo nas retas e frear antes da curva na hora certa, acelerando na saída da curva”.
Gestão do elenco e preparação para jogos decisivos
Quanto à escalação, Abel comentou que a escolha dos jogadores em campo leva em conta a preparação física e o rendimento. “Hoje jogaram de início aqueles jogadores que estavam mais preparados, mas eu não ganho os jogos só com os 11 iniciais. Eu ganho os jogos com os 11 iniciais e com os 5 que estão preparados para entrar”. Ele destacou a limitação da FIFA de só permitir 11 titulares e 5 substitutos, o que exige uma gestão cuidadosa do elenco.
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Sobre a convocação para seleções, Abel revelou a dificuldade de montar o time para os próximos desafios: “Vai ser difícil. O Flaco joga na véspera do jogo contra o Cruzeiro. O Arias também. Os do Paraguai estão lá do outro lado do mundo. E tem 3 ou 4 ou 5 moleques, também vão ser como 4. Portanto, vou ver se consigo ter 15 jogadores. Só preciso de 15 jogadores. Vou fazer um esforço, a ver se tenho 15 jogadores”.
Valorização dos jovens e foco no desenvolvimento
Abel ressaltou o valor dos jogadores da base que estão no banco de reservas, incentivando-os a manter o foco e aprender com os atletas mais experientes. “É maravilhoso ter esses jogadores no banco. Só que eu a todos deles digo-lhes a mesma coisa: é importante ir à Disney. É importante que as coisas aconteçam no tempo de Deus. E mais importante ainda é que eles não parem de treinar e de trabalhar”.
Finalizou destacando a exigência do profissionalismo no elenco principal: “Quando entram aqui dentro, para jogar na equipe principal, a exigência é 500 vezes maior do que jogar na base. E nós temos que os preparar com calma, com sabedoria, e escolhê-los no momento certo”.
