Um momento marcante fora de campo
Eduardo Baptista ganhou destaque no futebol brasileiro não apenas pelas suas atuações no banco de reservas, mas também por um episódio intenso em 2017. Naquela temporada, enquanto treinava o Palmeiras durante a Libertadores, foi às redes sociais e na imprensa para rebater uma crítica que o classificava como “maleável”. Em uma coletiva exaltada, o treinador deixou claro seu posicionamento: “Sou um cara sério. Vocês conhecem minha família. Tento respeitar e passar o máximo de informação. Falar que sou maleável é ofender o homem. Sou homem para c*. Sou um cara muito sério. Batalhei para estar aqui. Exijo respeito. Essa pessoa não falou quem era a sua fonte. Eu sou responsável.”
Desafios e legado familiar
Naquela Libertadores, o Palmeiras havia sido eliminado pelo Peñarol, e o desabafo de Baptista veio após uma postagem do jornalista Juca Kfouri, que alegava que o diretor de futebol Alexandre Mattos teria influenciado o treinador a escalar Roger Guedes. Apesar desse episódio, Baptista sempre foi conhecido por sua calma e profissionalismo à beira do campo.
Eduardo traz no sangue a tradição do futebol. Seu pai, Nelsinho Baptista, também já comandou o Internacional em 1996, clube que agora Eduardo pode dirigir enfrentando o desafio de evitar o rebaixamento. Caso assuma, será a 15ª equipe da carreira do técnico.
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Uma carreira marcada por passagens em diversos clubes
Os primeiros passos de Eduardo Baptista vieram como assistente do pai. Em 2014, assumiu como técnico principal no Sport e conquistou a Copa do Nordeste e o Campeonato Pernambucano em duas temporadas. Depois, seguiu para o Fluminense, em 2015, e em 2016 se destacou à frente da Ponte Preta, com uma campanha sólida no Brasileirão.
O Palmeiras apostou no trabalho de Baptista para a Libertadores de 2017, mas os resultados ficaram abaixo do esperado. A partir daí, sua trajetória passou por diversos clubes espalhados pelo país: Athletico-PR, retorno à Ponte Preta, Coritiba e uma volta ao Sport em 2018. Em 2019, treinou o Vila Nova, em 2020 passou por CSA e Mirassol, enquanto em 2021 esteve no Remo e novamente no Mirassol.
Em 2022, Eduardo chegou ao Rio Grande do Sul para comandar o Juventude, mas também treinou Atlético-GO e Novorizontino no mesmo ano. Destacou-se no clube paulista, permanecendo por duas temporadas e meia até abril de 2025. Em maio, assumiu o Criciúma, onde permaneceu até o dia 22 de agosto.
Resumo da trajetória de Eduardo Baptista
2014 – Sport
2015 – Fluminense
2016 – Ponte Preta
2017 – Palmeiras
2017 – Athletico-PR
2017 – Ponte Preta
2018 – Coritiba
2018 – Sport
2019 – Vila Nova
2020 – CSA
2020 – Mirassol
2021 – Remo
2021 – Mirassol
2022 – Juventude
2022 – Atlético-GO
2022 – Novorizontino
2025 – Criciúma
Se confirmado no comando do Internacional, Eduardo Baptista terá a missão de resgatar a confiança da equipe e evitar a queda para a Série B, encarando o desafio com a experiência adquirida em diferentes regiões e contextos do futebol brasileiro.
