Ibovespa fecha em alta impulsionado por dados do IPCA
O Ibovespa encerrou a sessão com uma valorização significativa de 2,97%, atingindo 177.866,37 pontos, o maior nível de fechamento desde 14 de maio. Esse resultado representa o maior ganho diário desde 23 de março, quando o índice subiu 3,24%. O movimento positivo foi impulsionado pela repercussão favorável do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, que influenciou o otimismo dos investidores.
Bancos lideram valorização com alta na liquidez
O desempenho dos bancos foi destaque no Ibovespa, com papéis em alta expressiva. As ações do Bradesco (BBDC3 e BBDC4) avançaram 4,84% e 4,78%, respectivamente. O Itaú (ITUB4) subiu 4,02%, enquanto BTG Pactual (BPAC11) e Santander (SANB11) tiveram ganhos de 5,48% e 5,22%. O Banco do Brasil (BBAS3) apresentou a menor alta do setor, com 2,9%. Segundo Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, a maior liquidez do setor bancário atrai investidores, facilitando a entrada e saída de posições.
Mercado internacional e câmbio
Nos Estados Unidos, os principais índices fecharam em alta: S&P 500 subiu 0,42%, Dow Jones e Nasdaq avançaram 0,29% cada. Entre os destaques da sessão, a fabricante sul-coreana de chips SK Hynix arrecadou US$ 26,5 bilhões em sua oferta pública inicial (IPO), com seu American Depositary Receipt (ADR) valorizando 12,76%. No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,28%, fechando a R$ 5,1084, enquanto o índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a outras seis divisas importantes, teve leve alta de 0,05%, chegando a 100,952 pontos.
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Ações com maior valorização e a única queda do dia
As ações da CSN Mineração (CMIN3) lideraram as altas no Ibovespa, saltando 8,28% a R$ 5,23, mantendo uma sequência de sete sessões consecutivas de valorização. No mês, acumulam alta de 25,12%, embora no ano apresentem desvalorização de 4,04%. A Auren (AURE3) também teve desempenho positivo, crescendo 8,22% e fechando a R$ 13,03, com alta mensal de 12,33% e valorização anual de 9,77%. A CSN (CSNA3) avançou 7,92% a R$ 5,18, acumulando alta de 12,12% no mês, apesar da queda anual de 42,06%.
Por outro lado, a Prio (PRIO3) foi a única ação a registrar queda no índice, fechando em baixa de 0,29% a R$ 55,45, após já ter recuado 1,44% no pregão anterior. No mês, a PRIO3 acumula alta de 6,33% e, no ano, valorização de 33,87%.
