Decisão do Governo Americano
Os Estados Unidos tomaram uma medida drástica ao ordenar que um delegado brasileiro, implicado na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, deixe o território americano. A informação foi divulgada hoje pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do governo dos EUA.
A publicação nas redes sociais do governo americano não mencionou nomes, mas destacou que uma autoridade brasileira teria tentado driblar solicitações formais de extradição para realizar perseguições políticas em solo norte-americano. “Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro em questão deixe o país para tentar fazer isso”, afirmou o comunicado.
Em confirmação à TV Globo, a Embaixada do Brasil nos Estados Unidos revelou que a autoridade mencionada é Marcelo Ivo de Carvalho, delegado da Polícia Federal que atuava junto ao ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas) e que prendeu Alexandre Ramagem na semana passada.
Prisão e Liberação de Ramagem
Alexandre Ramagem foi detido no dia 13 de abril, em Orlando, na Flórida. Naquela ocasião, a Polícia Federal do Brasil informou que ele havia sido preso por questões migratórias e encaminhado a um centro de detenção, sendo libertado dois dias depois.
Após sua soltura, Ramagem publicou um vídeo nas redes sociais agradecendo ao governo de Donald Trump pela sua liberação, enfatizando que essa ocorreu de forma administrativa, sem a necessidade de um processo judicial ou pagamento de fiança.
Investigações e Clandestinidade
De acordo com as investigações da Polícia Federal, Ramagem teria deixado o Brasil de maneira clandestina antes do término do processo judicial que o envolvia. As informações disponíveis indicam que ele cruzou a fronteira de Roraima com a Guiana, antes de seguir para os Estados Unidos.
Este episódio levanta questões sobre a interação entre os sistemas legais de diferentes países e a possibilidade de perseguições políticas que possam atravessar fronteiras. A ação dos EUA pode ser vista como um alerta para a proteção de seus procedimentos legais e uma defesa contra interferências externas.
