Novo Estádio e Complexo Comercial Prometem Transformar a Região
A construtora Nacional Incorporadora, parte do Grupo Rebouças, deu início na quinta-feira, 16, à demolição do Estádio Manoel Leonardo Nogueira, localizado em Mossoró, no Rio Grande do Norte. A ação marca o começo da transformação de uma área de 24 mil metros quadrados, onde será erguido um moderno estádio com capacidade para 15 mil torcedores sentados, além de um estacionamento que comportará 1.600 veículos, em conformidade com as diretrizes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Ao lado do novo estádio, em uma área adjacente de 16 mil metros quadrados, o Grupo Rebouças planeja a construção de um supermercado, um shopping, uma praça de alimentação e um Centro de Convenções. Este ambicioso projeto é viabilizado por meio de uma Parceria Público Privada (PPP) estabelecida entre a Prefeitura de Mossoró e o Grupo Rebouças.
Segundo os termos da parceria, o Grupo permanecerá com a posse dos 16 mil metros quadrados por um período de 35 anos e, em contrapartida, se compromete a construir a Arena Nogueirão e um Centro Administrativo Municipal. O empresário Junior Rebouças revelou que o Centro Administrativo será edificado em um terreno que pertence a ele, situado próximo ao Supermercado Dia a Dia, na Avenida Rio Branco. Essa doação à Prefeitura também busca compensar a utilização do terreno no bairro Nova Betânia, que o município poderá explorar por 35 anos.
O investimento total no projeto é estimado em R$ 215 milhões, com expectativa de conclusão em até 36 meses, embora Rebouças mantenha a esperança de que as obras sejam finalizadas antes desse prazo. Essa parceria, firmada durante a gestão do prefeito Allyson Bezerra, encerra uma longa discussão sobre o Estádio Nogueirão, que há mais de 30 anos não apresentava condições adequadas para utilização.
O Estádio Manoel Leonardo Nogueira, erguido na década de 60 em um terreno doado, tinha uma série de condicionantes vinculados à sua construção, incluindo a gestão pela Liga Desportiva Mossoroense (LDM). No entanto, ao longo de mais de duas décadas, o estádio começou a enfrentar sérios problemas estruturais, que a LDM não conseguiu contornar. Por diversas ocasiões, a estrutura foi interditada tanto pelo Corpo de Bombeiros quanto por ordem judicial, devido a riscos de segurança, sendo a última interdição registrada em 2004.
Com a insatisfação em relação à operação da LDM e a violação das condições do contrato de doação, a Prefeitura tomou a iniciativa de propor a reversão da doação do terreno, proposta que foi aprovada pela Câmara Municipal em 2014. Contudo, a formalização da reversão só ocorreu em 2021, durante a gestão do então prefeito Allyson Bezerra, que já havia delineado um novo projeto para a estrutura esportiva.
O plano feito pela administração anterior envolvia a criação de um novo estádio aproveitando o terreno de 40 mil metros quadrados. Após um processo de seleção que culminou em 16 de março de 2026, o Grupo Rebouças foi escolhido para executar o projeto. O contrato foi assinado em 23 de março do mesmo ano, e, na ocasião, Allyson Bezerra assegurou que a licença para a demolição da antiga estrutura seria emitida rapidamente.
Após a obtenção da licença, a Nacional Incorporadora cercou a área com tapumes e iniciou a recuperação do espaço do antigo estádio, com as obras de demolição das arquibancadas já em andamento. A expectativa é de que a limpeza do terreno seja finalizada em breve, permitindo o início das obras de construção, que devem ser concluídas dentro do período planejado de 36 meses.
