Ministro do STF Determina Transferência
A transferência do ex-delegado Rivaldo Barbosa foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também decidiu que Domingos Inácio Brazão, outro condenado por envolvimento no caso Marielle Franco, seria transferido do presídio em Rondônia para o Rio de Janeiro.
Foi por volta das 14h que Rivaldo Barbosa deixou o presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Em seguida, ele passou por exames na sede da Polícia Científica da cidade e saiu do local às 14h37. O ex-delegado embarcou para o Rio de Janeiro em um voo que decolou por volta das 18h20.
Uma vez na capital fluminense, Rivaldo será levado para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, localizado no Complexo Penitenciário de Bangu, onde cumprirá sua pena. Da mesma forma, Domingos Brazão será transferido do presídio federal de Porto Velho, em Rondônia, para o mesmo estabelecimento prisional.
Condenação pela Obstrução da Justiça
Rivaldo Barbosa foi condenado a 18 anos de prisão por crimes de obstrução à Justiça e corrupção. Ele perdeu também sua função pública, embora tenha sido absolvido pelo STF das acusações relacionadas ao planejamento e execução do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, devido à falta de provas.
O ex-delegado foi preso em março de 2024, sob a acusação de colaborar com o crime e dificultar a investigação do caso. Na época do atentado, que ocorreu em março de 2018, ele ocupava a posição de chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, tendo sido nomeado apenas um dia antes. Antes disso, liderou a Divisão de Homicídios do estado.
Os Mandantes do Crime
A Procuradoria-Geral da República revelou que Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, junto com seu irmão, o deputado federal Chiquinho Brazão, são apontados como os mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Durante o ataque, a assessora Fernanda Chaves ficou ferida.
Além de Rivaldo Barbosa, também foram denunciados Ronald Paulo de Alves, policial militar acusado de monitorar os movimentos da vereadora, e Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe, que é acusado de ser parte da organização criminosa ao lado dos irmãos Brazão. O motivo por trás do crime seria a atuação política de Marielle Franco, que interferia nos interesses dos irmãos, incluindo a regularização de áreas controladas por milícias no Rio de Janeiro.
O caso, que choca e mobiliza a sociedade brasileira, reflete a complexidade da corrupção e violência que permeiam o cenário político e social do país. A expectativa agora é por um desfecho que traga justiça e esclarecimentos sobre todos os envolvidos.
