Movimento Brasil Livre exige transparência nas investigações sobre o Banco Master
Nesta quinta-feira, dia 22, a cidade de São Paulo foi palco de um protesto promovido pelo Movimento Brasil Livre (MBL), que se reuniu em frente à sede do Banco Master, localizado no Itaim Bibi. O foco da manifestação foi exigir a transparência nas investigações sobre supostas fraudes bilionárias envolvendo a instituição bancária e o impeachment do ministro do STF, Dias Toffoli, que é responsável pela relatoria do caso.
Os participantes do ato criticaram o sigilo imposto a partes do processo, além de contestar decisões que consideram controversas tomadas por Toffoli. Vale lembrar que já em 14 de janeiro de 2026, um grupo de senadores de oposição havia protocolado um pedido formal de impeachment contra o ministro, baseado em alegações de crime de responsabilidade relacionado à sua atuação em investigações que envolvem a quebra de sigilo bancário e bloqueio de bens no valor de R$ 5,7 bilhões.
Nos bastidores, circulam relatos de desgaste público e pressão interna para que Toffoli se afaste da relatoria do caso. Em resposta a essa situação, o presidente do STF, Edson Fachin, antecipou seu retorno a Brasília a fim de gerenciar a crise institucional provocada pelo episódio. Apesar da pressão, aliados de Toffoli afirmam que ele não considera se declarar impedido no processo em questão.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também se manifestou sobre a situação, estabelecendo contato com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) para parabenizá-lo pela recente caminhada em defesa dos direitos dos presos do dia 8 de janeiro. Embora Tarcísio tenha enviado mensagens de apoio, ele decidiu não comparecer à manifestação marcada por Nikolas para o dia 25 de janeiro devido a compromissos anteriores, incluindo a missa de aniversário da cidade de São Paulo. Nos bastidores, Tarcísio expressou preocupações de que sua presença na manifestação pudesse impactar as negociações relativas a Jair Bolsonaro, que busca a prisão domiciliar.
Por outro lado, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou publicamente a caminhada liderada por Nikolas Ferreira, alegando que o grupo não havia solicitado autorização adequada a órgãos competentes. Lindbergh alertou para os riscos envolvidos na invasão do acostamento da rodovia e no uso de helicópteros durante a mobilização. Ele anunciou que acionaria a Polícia Rodoviária Federal para investigar as alegações de irregularidades.
Além disso, uma entrega de kits de churrasco para os participantes da caminhada, realizada por helicópteros do Frigorífico Goiás, foi divulgada, levantando novas questões sobre a legalidade das ações durante a manifestação.
Enquanto isso, o Grupo Força Democrática, em conjunto com o PL Jovem, está organizando uma caminhada em Natal, Rio Grande do Norte, com o objetivo de promover as liberdades individuais e o Estado Democrático de Direito. A mobilização está programada para ocorrer em um percurso de aproximadamente 12 quilômetros e é uma resposta ao atual cenário de restrições percebidas nas garantias fundamentais da população. Carlos Reny, um dos organizadores, destacou a importância da participação popular em um momento crítico como este.
Esses eventos refletem um clima tenso no cenário político brasileiro, onde as mobilizações em favor de liberdades individuais e denúncias de práticas questionáveis por autoridades estão cada vez mais presentes nas pautas da sociedade.
