Cidades do interior enviam pacientes para o HRTM
No último sábado, 25 de abril de 2026, a movimentação intensa de ambulâncias no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), localizado em Mossoró, chamou a atenção da população. Os veículos, provenientes de diversas cidades do interior do Rio Grande do Norte, revelam mais uma vez a fragilidade da rede pública de saúde na região.
O HRTM, que é um dos principais centros de urgência e emergência do Oeste potiguar, recebeu uma quantidade significativa de pacientes de municípios menores, como Assú, Pendências, Porto do Mangue, Alto do Rodrigues, Caraúbas e Carnaubais. Essa realidade destaca a necessidade de estruturar melhor a assistência médica nas localidades mais afastadas.
A superlotação no HRTM se tornou uma preocupação recorrente, especialmente para uma unidade que já lidava com uma demanda elevada antes do aumento recente no fluxo de pacientes. Especialistas da área de saúde e usuários da rede pública afirmam que, sem a implementação de melhorias, a situação tende a se agravar. A falta de investimentos em unidades de saúde regionais, contratações de profissionais e o fortalecimento da atenção básica são pontos críticos a serem considerados.
Necessidade de ampliação da infraestrutura hospitalar
É evidente que a ampliação da infraestrutura hospitalar no interior do estado é uma demanda urgente. A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (SESAP) precisa agir para oferecer apoio aos municípios, possibilitando que atendimentos de menor e média complexidade sejam realizados nas próprias cidades, evitando assim a pressão sobre o HRTM.
Um cidadão de Mossoró, que preferiu não se identificar, declarou: “É frustrante ver tantos pacientes sendo transferidos para Mossoró, enquanto na nossa cidade não temos os recursos necessários para atendê-los. A situação precisa mudar.”
Os dados mostram que, sem ações concretas e planejadas, o fluxo de pacientes em direção ao HRTM deve aumentar ainda mais. Isso resultaria em um comprometimento da agilidade no atendimento de casos graves, algo que pode custar vidas. É alarmante pensar que, em um momento de crise, a população da região Oeste não está recebendo a assistência adequada.
Perspectivas para o futuro da saúde na região
Em meio a esse cenário desafiador, a população da região Oeste clama por soluções eficazes que descentralizem os serviços de saúde pública. A implementação de políticas que garantam assistência mais rápida e eficiente é essencial para que todos tenham acesso a um atendimento de qualidade.
Os apelos por uma rede de saúde mais robusta são claros e urgentes. As autoridades devem estar atentas à necessidade de ampliação e modernização das unidades de saúde, além da capacitação de profissionais, a fim de proporcionar um atendimento digno a todos os cidadãos.
Enquanto isso, a movimentação das ambulâncias no HRTM serve como um alerta não apenas para as autoridades, mas também para a sociedade, que deve se mobilizar e exigir melhorias significativas na saúde pública. A saúde é um direito de todos, e é fundamental que cada município receba o suporte necessário para atender sua população de forma eficaz.
