Marcus Lucenna: Uma Vida Dedicada à Cultura Nordestina
O cantor e poeta Marcus Lucenna faleceu, aos 68 anos, na última quinta-feira (5/3), no Rio de Janeiro. A notícia de sua partida foi divulgada em suas redes sociais, gerando comoção entre fãs e admiradores de sua obra.
O velório de Lucenna ocorrerá nesta sexta-feira (6/3), a partir das 13h, na Feira de São Cristóvão, um local que não apenas fez parte de sua trajetória, mas que ele também gerenciou por seis anos. A cerimônia de cremação será reservada aos familiares e está programada para depois das 17h.
“Cantador, poeta, pesquisador e apaixonado pelo Nordeste, Marcus dedicou sua vida a valorizar a arte, a literatura de cordel, o repente e as tradições do nosso povo. Seu trabalho ajudou a fortalecer a identidade nordestina no Rio de Janeiro e deixou um legado imenso para a cultura popular brasileira”, lamentou a Feira de São Cristóvão em suas redes sociais.
A mensagem de despedida destaca a importância de Lucenna para a cultura local: “A Comissão da Feira de São Cristóvão e todos os nossos feirantes agradecem profundamente por tudo que Marcus Lucenna fez pela cultura nordestina. Sua voz, sua poesia e sua luta jamais serão esquecidas”.
Trajetória de um Embaixador da Cultura Nordestina
Nascido em Mossoró, no Rio Grande do Norte, Marcus Lucenna mudou-se para o Rio de Janeiro aos 16 anos com o sonho de se tornar um cantor de forró. Inspirado por Luiz Gonzaga, ele incorporou a literatura de cordel em suas performances, criando repentes que ressoavam as tradições de sua terra natal.
Lucenna não se limitou à música; ele se tornou um embaixador da cultura nordestina no Rio de Janeiro, contribuindo significativamente para a valorização do Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, conhecido como Feira de São Cristóvão. Esse espaço se consolidou como um dos principais redutos da cultura nordestina na metrópole, em grande parte graças ao trabalho dele.
Ao longo de sua carreira, Marcus apresentou programas de rádio, assinou colunas em jornais voltadas para o povo nordestino e ocupava a sétima cadeira da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, um feito que demonstra seu comprometimento com a promoção da cultura regional.
A causa de sua morte ainda não foi revelada, mas ele deixa um legado expressivo, além de cinco filhos e quatro netos, que certamente continuarão a honrar sua memória e contribuição para a cultura popular.