A Operação da Polícia Federal em Seis Prefeituras
Pelo menos seis prefeituras do Rio Grande do Norte estão no foco da Polícia Federal (PF) devido a suspeitas de envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos e fraudes em licitações na área da saúde. Entre os alvos da operação, destaca-se o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), que já se manifestou negando qualquer irregularidade em sua administração. Em suas redes sociais, ele afirmou que teve seu celular, notebook e HDs apreendidos durante a ação.
Além de Bezerra, também foram emitidos mandados de busca para o vice-prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros (PSD), e outros prefeitos, como Leandro do Rego Lima de São Miguel (União) e Júnior Evaristo de Paraú (PP). A operação também incluiu buscas na residência do irmão do prefeito de São Miguel. O que a PF encontrou? Um montante de dinheiro foi apreendido na casa de um sócio de uma distribuidora de medicamentos, mas o valor exato ainda não foi revelado.
Investigações Envolvendo Contratos Irregulares
De acordo com a PF, a investigação busca evidências de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde. O foco são empresas que atuam com as administrações municipais no estado. A base da operação é baseada em auditorias realizadas pela Controladoria-Geral da União (CGU). Documentos desse órgão indicam falhas na execução contratual, incluindo indícios de compra de materiais que não foram entregues e sobrepreço nos produtos fornecidos.
Os mandados de busca e apreensão foram executados em várias cidades, como Mossoró, Natal, Paraú, São Miguel, Upanema, Serra do Mel, Pau dos Ferros e José da Penha. Os envolvidos poderão enfrentar acusações relacionadas a desvios de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas. Durante estas operações, um empresário da Serra do Mel foi detido por porte ilegal de arma de fogo.
Reações e Posicionamentos dos Prefeitos
A defesa do prefeito Allyson Bezerra reforçou que a investigação abrange casos ocorridos em diversos municípios e não diz respeito a sua atuação pessoal. A nota emitida pela defesa destaca que o mandado foi autorizado com base em diálogos envolvendo outras pessoas e não significa qualquer culpa individual.
Em relação à Prefeitura de José da Penha, a administração considerou a investigação como uma prática comum, alegando que mesmo contratos sem irregularidades podem ser alvo de investigação, em função de problemas com uma única empresa. A prefeitura de José da Penha afirmou que todos os contratos firmados estão dentro da legalidade e que fornecerão todos os documentos solicitados pela PF em um prazo de 30 horas.
Transparência e Colaboração com as Autoridades
O prefeito de São Miguel, Leandro do Rêgo Lima, enfatizou que a investigação está direcionada às empresas e não à sua gestão, ressaltando que os contratos sob suspeita foram firmados na administração anterior. Ele também se colocou à disposição para colaborar com a PF e a CGU.
O prefeito de Paraú, Júnior Evaristo, também se manifestou, afirmando que a empresa investigada foi contratada de forma regular e que não há irregularidades nas contratações da sua gestão. Ele garantiu que nenhum material foi apreendido em sua residência e reafirmou sua confiança na Justiça.
Por sua vez, a Prefeitura de Serra do Mel declarou que não houve busca nas repartições municipais e que todos os serviços públicos foram mantidos durante as diligências. A administração reafirma seu compromisso com a transparência e a legalidade, manifestando a intenção de colaborar integralmente com as autoridades competentes.
