Expectativas para o Crescimento Econômico do Rio Grande do Norte
A previsão é de que a economia do Rio Grande do Norte experimente um crescimento entre 1,1% e 2,3% em 2026, conforme aponta uma nota técnica divulgada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEDEC). Publicada na última segunda-feira (27), essa estimativa reflete um cenário de expansão moderada, que acompanha o desempenho esperado para o Brasil e a região Nordeste.
O estudo da SEDEC revela que o ambiente econômico nacional para 2026 deverá continuar marcado por uma política monetária restritiva e um menor dinamismo nos investimentos. Esses fatores devem influenciar negativamente o ritmo de crescimento econômico. A Resenha Regional de Economia – Nordeste, divulgada pelo Banco do Brasil, projeta que o PIB brasileiro deve crescer entre 1,5% e 2,2%, enquanto a expansão esperada para o Nordeste varia entre 1,3% e 2,0%, com o setor de serviços sendo o principal motor desse crescimento.
Neste contexto, o Rio Grande do Norte deve seguir a tendência regional, levando em conta as especificidades de sua estrutura produtiva. A SEDEC adotou uma abordagem que prevê uma faixa de crescimento, uma prática que demonstra a prudência na análise econômica ao reconhecer as incertezas do cenário macroeconômico e ao aumentar a transparência nas estimativas oficiais.
O cenário base, que antecipa um crescimento de 1,1%, considera premissas mais conservadoras e reflete um desempenho moderado da indústria, que será compensado pelo crescimento dos setores de serviços e agropecuária. Por outro lado, o cenário otimista, que projeta uma elevação de até 2,3%, depende de uma recuperação mais significativa nas atividades industriais e nos serviços, que têm grande relevância na economia do estado.
Atualmente, aproximadamente 75% do PIB potiguar provém dos serviços, enquanto a indústria representa cerca de 20% e a agropecuária, 5%, de acordo com dados das Contas Regionais do IBGE. Apesar dos desafios enfrentados pelo setor industrial, especialmente na indústria extrativa, que inclui o petróleo, a análise da SEDEC sugere que esses impactos podem ser atenuados pela diversificação da base industrial e por políticas de incentivo ao desenvolvimento, como o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (PROEDI).
De acordo com a secretaria, o desempenho da economia nacional, as condições de crédito, a velocidade dos investimentos produtivos, a evolução do mercado de trabalho e a estabilidade do ambiente econômico serão fundamentais para a materialização dos cenários projetados. A expectativa é que o Rio Grande do Norte mantenha uma trajetória de crescimento moderado em 2026, com chances de um desempenho mais robusto se o contexto econômico for favorável.
Para mais detalhes, acesse a Nota Técnica completa elaborada pela SEDEC.
