Fátima Bezerra e a Disputa Indireta
Postado às 09h00 | 19 de fevereiro de 2026 | redação Coluna César Santos: O carnaval de Fátima Bezerra (PT) não é apenas uma celebração festiva, mas um terreno fértil para articulações políticas, especialmente em um ano marcado por eleições indiretas no Rio Grande do Norte. Em um cenário onde alguns deputados estaduais se veem divididos entre a votação para a escolha de um governo-tampão e eleitores nas eleições diretas de outubro, a governadora acredita que é possível moldar uma candidatura vitoriosa.
No cálculo político de Fátima, ela já conta com o apoio de nove deputados, sendo cinco da Federação Brasil da Esperança, além de outros parlamentares como Ubaldo Fernandes e Dr. Bernardo Amorim (PSDB), Ivanilson Oliveira (União Brasil) e Neilton Diógenes (PP). Surpreendentemente, apenas Neilton integra um grupo que apoia a pré-candidatura de Allyson Bezerra (União Brasil), mas mantém um relacionamento próximo com a administração de Fátima.
Essa dinâmica permite que Neilton vote em um candidato apoiado pela governadora na eleição indireta, sem romper laços com Allyson nas eleições de outubro. Outros parlamentares também estão abertos a essa estratégia, aumentando as possibilidades de uma vitória de Fátima na Assembleia Legislativa.
A Oposição e seus Desafios
A oposição, que até o momento tem se mostrado desarticulada, enfrenta um grande desafio para eleger um governador “tampão”. A união dos grupos liderados por Álvaro Dias (Republicanos) e Allyson Bezerra é vista como fundamental para obter sucesso, já que juntos somam 13 votos na Assembleia. Contudo, a pergunta que paira no ar é: quem dentre eles estaria disposto a apoiar um candidato vinculado ao adversário?
A situação é delicada e reflete a necessidade de um diálogo mais eficaz entre as partes. Se a governadora Fátima Bezerra tiver suas contas em ordem, precisará de apenas quatro votos para garantir a vitória na eleição indireta, o que pode mudar o cenário político do estado nos próximos meses.
A Operação Mederi e os Efeitos no Carnaval
Por outro lado, o prefeito Allyson Bezerra se tornou uma figura ausente durante as festividades de Carnaval, em meio às investigações da Operação Mederi, na qual ele é apontado como protagonista de um esquema de corrupção. Dois rumores circulam sobre sua ausência: a tentativa de evitar vaias, aludindo a denúncias de desvio de recursos da saúde de Mossoró, ou um esforço para tamponar as investigações da Polícia Federal com a ajuda de aliados políticos.
Os assessores de Allyson têm sugerido que ele se concentre em sua função como prefeito, a fim de manejar melhor as consequências da operação. No entanto, o próprio prefeito parece inclinado a desafiar a situação, adotando uma postura de ataque em vez de defesa.
Movimentações na Política Local
Enquanto isso, o ex-prefeito Alan Silveira (MDB) evitou o Carnaval em Apodi e optou por viajar com a família para o Chile. Tradicional foliador, sua decisão levanta suspeitas sobre um possível movimento político em resposta ao ambiente local, que pode estar mudando rapidamente. Ele também se distanciou de Neilton Diógenes (PP), sinalizando que a política de Apodi pode sofrer transformações significativas em breve.
O atual prefeito Sabino (MDB), escolhido por Alan Silveira, segue as orientações de seu antecessor, mas permanece sob a influência de Neilton, sendo um forte candidato à reeleição em 2028. Alan deve ser seu principal adversário, o que promete um embate feroz nas próximas eleições.
Notas Finais
No campo das atualizações, é importante ressaltar que artistas locais e regionais têm até esta quinta-feira, 19, para realizar o credenciamento para eventos promovidos pela Prefeitura de Mossoró, como o Cidade Junina e Sal & Luz. O Hospital Regional de Apodi atendeu quase 600 pessoas durante o Carnaval, lidando com a demanda de Apodi, Felipe Guerra e outras cidades vizinhas. Além disso, o Dissé Folia, realizado em Governador Dix-sept Rosado, se firmou como uma das melhores opções carnavalescas da região Oeste, recebendo elogios pela organização e segurança. Para finalizar, recordamos que há exatos 80 anos, Augusto da Escóssia Nogueira assumiu a prefeitura de Mossoró, cargo que ocupou até 1946, e cujo legado ainda é lembrado na cidade.
